Redução na Previsão de Carga Elétrica em 2023
O Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) atualizaram suas projeções referentes ao crescimento da carga elétrica no Brasil. A previsão de crescimento para este ano foi reduzida em 1,6%, o que equivale a 1.329 megawatts médios (MWmed). Agora, estima-se uma expansão de 1,9% em comparação a 2024, totalizando 81.542 MWmed.
Fatores que Influenciam a Redução
As autoridades setoriais atribuem essa diminuição principalmente a temperaturas mais amenas registradas entre abril e julho, que resultaram em menor demanda por energia para climatização. Este fator climático foi considerado determinante para o ajuste nas projeções.
Impacto do PIB sobre as Projeções
Apesar da redução na previsão de carga, a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2023 foi elevada de 2,2% para 2,3%. Esse ajuste no PIB reflete resultados positivos observados no primeiro trimestre do ano e a resiliência do mercado de trabalho, que compensaram os efeitos da inflação e a manutenção da política monetária restritiva.
Ajustes para os Anos Futuros
Esses dados fazem parte da Segunda Revisão Quadrimestral das Previsões de Carga, que abrange o Planejamento Anual da Operação Energética de 2025 a 2029. A revisão trouxe ajustes também para os anos subsequentes: para 2026, a carga estimada foi reduzida em 189 MWmed, ou 0,2%, totalizando 85.398 MWmed. Nos anos seguintes, as projeções de carga foram elevadas entre 0,2% e 0,4%, resultando em uma redução média anual de 119 MWmed, ou 0,2%, se comparado ao planejamento anterior, divulgado em abril.
Perspectivas para o Sistema Interligado Nacional
Com essas novas previsões, as autoridades do setor elétrico projetam um crescimento médio anual de 3,5%, levando o Sistema Interligado Nacional (SIN) a uma carga de 94.958 MWmed até o final de 2029. No que se refere à análise por submercados, o Sudeste/Centro-Oeste, região com a maior carga do país, deve registrar um crescimento de 3,3% ao ano até 2029. O Sul acompanha a média nacional de 3,5% de crescimento. Na região Nordeste, a expansão projetada é de 3,9%, enquanto o Norte terá um aumento médio de 4,1% ao ano.
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