Aumento na ocupação das UTIs faz Governo ativar mais de 250 leitos para covid no Paraná

O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou nesta sexta-feira (26) que o Governo do Paraná ativará até o próximo dia 1º de março novos leitos para atendimento exclusivo da Covid-19, chegando a 258 em apenas uma semana. A medida, também emergencial, leva em consideração o quadro da pandemia no Estado e o aumento nos internamentos e na fila de espera. São 99 leitos de UTI, 153 leitos clínicos e 6 de estabilização disponibilizados em todas as regiões.

“O Governo do Estado faz neste momento um grande esforço de frear o avanço da Covid-19 e entre as várias ações está a liberação de mais leitos, o que só foi possível com articulação e alinhamento junto às instituições de saúde públicas e filantrópicas e os municípios”, disse o governador Ratinho Junior. Nesta semana, o Paraná atingiu o maior número de internações em UTI desde o início da pandemia. A ocupação de leitos está em 94% no Estado.

“Estamos implementando tudo que é possível para não deixar pacientes na espera para o atendimento da pandemia. Entregamos três hospitais regionais, aceleremos obras estruturais em hospitais públicos e filantrópicos, entregamos equipamentos e apoiamos a contratação de mais profissionais, mas os recursos são finitos, as equipes estão trabalhando esgotadas e com muitas pessoas desta área também contaminadas”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Desde o início da pandemia, em março do ano passado, o Paraná já disponibilizou 3.150 leitos exclusivos para a Covid: 1.285 leitos de UTI e 1.865 de enfermaria. O Estado registra 3.406 pacientes internados para tratamento e 578 pacientes aguardam vaga para internação.

“É um momento muito crítico para a Saúde do Paraná e, diante deste cenário de agravamento, pedimos a compreensão e colaboração de toda a população diante das medidas restritivas apresentadas pelo Governo do Estado. Pedimos a todos que mantenham as medidas de distanciamento, de uso de máscara de proteção individual e de higienização constante das mãos”, acrescentou o secretário.

CENÁRIO – Segundo o diretor de Gestão em Saúde da Secretaria de Saúde, Vinicius Filipak, o Estado do Paraná ainda está conseguindo agir rapidamente na abertura de novos leitos, mas os recursos são escassos. “Tivemos um crescimento vertiginoso do número de pacientes com demanda de internação diária nos últimos dias. A curva de ocupação média aumentou em leitos de UTI e enfermarias, acima da previsão pessimista”, afirmou.

Ele também destacou que a taxa de letalidade hospitalar no Paraná é de 23,1%, ou seja, a despeito de toda a rede de atendimento, quase um quarto dos pacientes não sobrevivem à internação, e que há um indicativo de circulação comunitária das novas cepas do vírus. “Nas últimas semanas temos observado um agravamento, com 30% de letalidade. Mesmo que haja leitos infinitos e suficientes, quem interna tem uma chance grande de ir a óbito”, disse Filipak.

Leitos que serão abertos até o dia 01/03:

Hospital Zona Sul de Londrina: 30 leitos clínicos.

Hospital Zona Norte de Londrina: 20 leitos clínicos.

Hospital do Coração de Londrina: 10 leitos de UTI.

Hospital Bom Jesus de Ivaiporã: 4 leitos de UTI e 4 leitos clínicos.

Hospital Regional de Ivaiporã: 10 leitos clínicos.

Hospital Regional de Francisco Beltrão: 6 leitos de UTI.

UPA de Pato Branco: 6 leitos de estabilização com suporte avançado.

Hospital São Pelizzari – Palmas: 3 leitos de UTI.

Hospital Cruz Vermelha – Castro: 10 leitos de UTI e 25 leitos clínicos.

Hospital Municipal de Foz do Iguaçu: 20 leitos de UTI e 30 leitos clínicos.

Hospital Metropolitano de Sarandi: 20 leitos de UTI e 34 leitos clínicos.

Hospital Santa Rita – Maringá: 5 leitos de UTI.

Hospital Municipal de Maringá: 10 leitos de UTI.

Hospital Municipal de Cascavel: 6 leitos de UTI.

Hospital Regional do Litoral – Paranaguá: 5 leitos de UTI.

Total: 258 leitos (99 de UTI, 156 clínicos e 6 de estabilização).

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Paraná abre quase 2 mil vagas para cursos profissionalizantes gratuitos; saiba como participar

O programa Carretas do Conhecimento, que leva cursos profissionalizantes em unidades móveis a todas as regiões do Paraná, está com 1.936 vagas abertas em 36 municípios. A iniciativa do Governo do Estado é executada pela Secretaria estadual da Justiça, Família e Trabalho, em parceria como Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Volkswagem. O objetivo é qualificar pessoas para ocuparem postos de trabalho no Estado.

“Priorizamos a geração de empregos. O governo tem realizado trabalho intenso para atrair investimentos e novas empresas para o Paraná, e elas precisam de bons profissionais, de trabalhadores qualificados e preparados para entrar no mercado de trabalho”, afirma o secretário Ney Leprevost.

Essa nova etapa do projeto inicia no próximo dia 27 (segunda-feira) com 75% das aulas online e 25% presenciais, de acordo com os protocolos sanitários determinados pela secretaria estadual da Saúde. Serão 104 turmas nas habilitações de elétrica automotiva, informática básica, refrigeração, mecânica industrial, corte e costura industrial, instalações elétricas, manutenção de motocicletas e panificação.

Nessa etapa os cursos serão oferecidos em Curitiba, Cascavel, Fazenda Rio Grande, Goioerê, Itapejara D’Oeste, Londrina, Marechal Cândido Rondon, Ponta Grossa, Antonina, Balsa Nova, Campo Magro, Capitão Leônidas Marques, Colombo, Contenda, Francisco Beltrão, Pato Branco, Pitanga, União da Vitória, Arapoti, Coronel Vivida, Nova América da Colina, Santa Cecília do Pavão, Itaperuçu, Rio Branco do Sul, São João do Ivaí, São Pedro do Ivaí, Barbosa Ferraz, Nova Prata do Iguaçu, Maria Helena, Pinhais, Campo Largo, Farol, Mariluz, Pinhal do São Bento, Salto do Lontra e Santo Antônio da Platina.

Confira AQUI as informações sobre os locais dos cursos, datas e pré-inscrição.

Informações também podem ser obtidas nas Agências do Trabalhador dos municípios.

Pfizer é eficaz para crianças de 5 a 11 anos, dizem fabricantes

A Pfizer e a BioNTech disseram, nesta segunda-feira (20), que a vacina contra covid-19 que desenvolveram em parceria induz uma resposta imune robusta em crianças de entre 5 e 11 anos de idade. Os laboratórios planejam pedir autorização para que a vacina seja aplicada nessa faixa etária às autoridades dos Estados Unidos (EUA), da Europa e de outros locais o mais rápido possível.

As empresas dizem que a vacina gerou resposta imune nas crianças de 5 a 11 anos em seu ensaio clínico de fases 2 e 3, e os resultados se equivalem ao que observaram anteriormente entre pessoas de 16 a 25 anos. O perfil de segurança também foi, em geral, comparável ao da faixa etária mais elevada, afirmaram.

“Desde julho, casos pediátricos de covid-19 aumentaram em cerca de 240% nos Estados Unidos, enfatizando a necessidade de saúde pública de vacinação”, disse o presidente executivo da Pfizer, Albert Bourla, em comunicado à imprensa.

“Os resultados desse teste fornecem uma fundação sólida para buscar autorização de nossa vacina para crianças entre 5 e 11 anos, e planejamos entregar o pedido à FDA (agência reguladora dos EUA) e outros reguladores com urgência.”

Autoridades norte-americanas de saúde de alto escalão acreditam que os órgãos reguladores podem tomar uma decisão sobre a vacina, se é segura e eficaz em crianças mais novas, três semanas após a entrega pelos laboratórios dos pedidos de autorização, disseram à Reuters neste mês.

As internações e mortes por covid-19 aumentaram nos Estados Unidos, nos últimos meses, devido à variante Delta do novo coronavírus, altamente contagiosa. Casos pediátricos da doença também estão em alta, particularmente porque crianças com menos de 12 anos não estão sendo vacinada. Não há, no entanto, nenhuma indicação de que, além de ser mais transmissível, a Delta seja mais perigosa para crianças.

Uma autorização rápida ajudaria a mitigar um potencial aumento de casos no outono do Hemisfério Norte, especialmente com as escolas já abertas em todo os EUA.

A vacina Pfizer/BioNTech já está autorizada para aplicação em crianças a partir de 12 anos em vários países, incluindo os Estados Unidos.

No ensaio clínico, as crianças entre 5 e 11 anos receberam uma dose de 10 microgramas da vacina, um terço da dose dada a pessoas com mais de 12 anos. As empresas disseram esperar, até o quarto trimestre deste ano, os dados sobre como a vacina atua em crianças entre 2 e 5 anos e em bebês de 6 meses a 2 anos.