Aulas no Paraná continuam suspensas por pelo menos mais 30 dias

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O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, descartou nesta quinta-feira (24) o retorno às aulas no Paraná por pelo menos 30 dias. Em entrevista concedida à Banda B, ele afirmou que o governo está esperando uma queda na curva ao longo do próximo mês, mas que a discussão de retorno só poderá acontecer se as expectativas epidemiológicas se confirmarem.

“Ao descer esse patamar, talvez possamos estudar o retorno, com calma, respeito, tranquilidade. Em primeiro lugar, vem a segurança de alunos, professores e familiares, já que os estudantes precisam retornar para casa após a aula. Esse tema é tratado com todo o carinho e respeito que o cidadão merece. Não é por pressão desta ou daquela entidade que vamos ceder. Toda a orientação será de ponto de vista técnico, epidemiológico e de saúde pública”, disse o secretário.

Entre as principais entidades que pedem o retorno das aulas está o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe) e um grupo de pais, que marcou uma manifestação para o próximo domingo (27).

Protocolo e plano-piloto

Apesar de a volta ser descartada no momento pela Secretaria da Saúde, a Secretaria Estadual da Educação (Seed) já elabora um plano-piloto para a eventual retomada.

De acordo com o diretor-geral da Seed, a ideia é dialogar e apresentar um protocolo que apresente a segurança necessária a todos os envolvidos. “A ideia é implantar inicialmente em uma região com alto índice de segurança e, para isso, temos uma sinalização de Irati, Guarapuava e União da Vitória. Com esse teste, podemos desenhar um retorno escalonado e seguro”, explicou.

Além do Governo do Estado, há um expressivo número de entidades que participa da elaboração do protocolo, que seria válido para as redes estadual e privada.

Entre os pontos discutidos, está a liberdade para pais que optem por não enviar os filhos às aulas. “Aquela família que entende que não é o momento, vai ter a liberdade de manter o filho dela estudando exclusivamente na modalidade online. Mas, um dos pontos que está no documento é que o ensino será hibrido, ou seja, com estudos presenciais em uma semana e remoto na outra”, disse.

O objetivo do ensino híbrido é garantir o distanciamento social nas escolas.

Informações Banda B.

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Ilha do Mel está fechada para entrada de turistas

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Com o novo decreto do Governo do Paraná, que estabelece medidas mais rigorosas para controlar a disseminação do novo coronavírus, diante do aumento de casos no estado, a Ilha do Mel, no litoral do Paraná, foi novamente fechada.

As atividades da ilha estão suspensas, até a próxima semana (8 de março) para evitar a entrada e aglomeração de turistas.

A Ilha do Mel já havia sido fechada anteriormente e foi reaberta em setembro de 2020.

Pandemia causa menos impactos negativos a jovens paranaenses, aponta pesquisa

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Levantamento do Espro constata que eles têm se saído melhor no trabalho e na educação em relação a entrevistados de outros Estados, mas saúde mental ainda preocupa

A pandemia trouxe dificuldades para os adolescentes e jovens do Paraná, mas eles têm sentido menos os impactos negativos da Covid-19 em sua vida familiar e profissional em relação a colegas de outros Estados.

É o que revela pesquisa nacional realizada pelo Espro (Ensino Social Profissionalizante), instituição filantrópica sem fins lucrativos, feita com 13.619 entrevistados de 18 Estados do país, mais o Distrito Federal. O levantamento mediu diferentes aspectos da vida dos entrevistados em cinco momentos do ano passado, do início da pandemia (abril) até os primeiros anúncios concretos de vacinas contra a doença (novembro).

Entre os temas abordados estão informações e preocupações com a Covid-19, medidas de proteção utilizadas, bem-estar, emprego e estudos. No Paraná foram ouvidos de 77 a 339 entrevistados para cada uma das cinco fases da pesquisa, totalizando mais de 1.050 respondentes. O recorte comparativo entre PR, MG, SP, RJ é o da última onda da pesquisa, em novembro, com uma média de 200 respostas.

“Entre os Estados que mais participaram do levantamento, Paraná mostra que seus jovens têm enfrentado melhor a pandemia sob o ponto de vista da economia de casa e dos estudos. Ainda assim, ainda vemos angústia sobre ambos os temas, além de enorme preocupação com a saúde dos familiares”, afirma Alessandro Saade, superintendente executivo do Espro, que em 41 anos de existência já encaminhou mais de 315 mil jovens aprendizes para o primeiro emprego.

Dados

De acordo com o levantamento, em comparação com os jovens de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, os paranaenses são os que menos ficaram sem estudar (29,5%, contra média de 43,2%), os mais orientados por seus empregadores a aguardar em casa a normalização da situação (28,5%, ante média de 11,6%) e os que menos solicitaram o auxílio emergencial do governo (10,6%, versus 16,5%).

Do ponto de vista econômico, jovens paranaenses também relatam uma situação menos incômoda em relação a outros Estados: 31% das famílias tiveram perda de salário e/ou renda no ano passado, enquanto a média no Brasil foi de 41%.

Apesar dos impactos relativamente mais brandos da Covid-19 nas esferas do trabalho e da educação, a geração Z paranaense acompanha os resultados gerais ao relatar índices elevados de ansiedade (91,3%), cansaço (79,6%), estresse (77,8%) e desânimo (84,5%) devido aos efeitos da pandemia, além de ter sido um dos grupos que manifestaram maior preocupação com a possível morte de um familiar (69,3%).