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Audiência Pública Discute Trens em Curitiba

Audiência Pública debate trens que cortam bairros de Curitiba

Debate sobre Segurança em Ferroviária em Curitiba

Uma audiência pública realizada na noite de terça-feira na Assembleia Legislativa discutiu medidas para evitar acidentes com trens em Curitiba e na Região Metropolitana. A iniciativa, liderada pelo deputado Ney Leprevost (União), presidente da Comissão de Obras, Transportes e Comunicação, reuniu diversas autoridades e especialistas para debater problemas recorrentes que se agravam ao longo dos anos.

Preocupação com Acidentes

O deputado Leprevost expressou a preocupação do poder público e da sociedade, uma vez que Curitiba ocupa a segunda posição entre as capitais do Brasil em número de mortes por acidentes ferroviários. “O trem não é culpado; precisamos garantir um trânsito mais seguro nas áreas de alta densidade populacional. Um recente acidente envolvendo um menino autista ressalta a urgência da situação”, afirmou. Leprevost sugeriu melhorias na sinalização e a construção de desvios que evitem cruzamentos em áreas habitadas.

Ações da Rumo Logística

Mônica Guimarães, representante da Rumo Logística, concessionária que opera linhas ferroviárias em Curitiba, abriu a audiência apresentando iniciativas de segurança. A empresa já atua em 500 municípios e desenvolve programas de educação no trânsito, incluindo a integração do modal ferroviário nas escolas. “Nosso objetivo é educar a população sobre como conviver de forma segura com as ferrovias”, disse. Ela também destacou a tecnologia PN Sensoreada, que visa monitorar e registrar infrações de trânsito nas passagens de nível.

Resultados e Desafios

De acordo com Guimarães, houve uma redução de 83% nos acidentes atribuídos à Rumo entre 2019 e 2024. Para acidentes externos, a redução foi de 13%, evidenciando a necessidade de colaboração entre a comunidade e o governo. O deputado Denian Couto (Podemos) questionou sobre o ramal Rio Branco do Sul-Curitiba e sugeriu a elaboração de um documento para sua desativação, considerando os transtornos causados ao tráfego.

Regulação e Propostas Futuras

Felipe Ferreira, fiscal da ANTT, explicou que o contrato atual da concessionária não prevê investimentos para mitigar problemas de segurança. “Para inserirmos novas obrigações, seria necessário um reequilíbrio contratual. Mapeamos pontos críticos, e Curitiba está no topo da lista”, afirmou. O superintendente de Trânsito de Curitiba, Bruno Pessuti, destacou o empenho do governo municipal em remover a linha férrea do Eixo Norte da cidade.

Medidas Imediatas e Contribuições

A prefeitura já revitalizou a sinalização nas passagens regulares e estuda implantar sinalizações ativas. Alexsander Marques, representante dos empresários de ônibus, reforçou a necessidade de modernizar a sinalização e implementar melhorias como iluminação e sinais sonoros.

Conclusão

O promotor Régis Sartori, do MP-PR, enfatizou que o objetivo do Ministério Público é garantir a segurança e não judicializar a questão. Outros participantes, como a diretora da Escola Pública de Trânsito, Melissa Puertas Sampaio, e representantes da OAB e BPTran, também contribuíram com propostas e reflexões durante a audiência, que se mostrou um espaço importante para discutir soluções.

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