Os clubes paranaenses Athletico Paranaense e Coritiba anunciaram que não participarão da eleição para a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), marcada para o próximo domingo (25). A decisão acompanha o posicionamento conjunto de 20 clubes das Séries A e B, que divulgaram uma nota pública defendendo mudanças no processo eleitoral da entidade.
A manifestação dos clubes destaca a necessidade de maior transparência, representatividade e democracia no sistema de governança do futebol brasileiro.
Nota conjunta e posicionamento
No comunicado, os clubes afirmam que não comparecerão à votação por discordarem das regras vigentes para escolha do novo presidente da CBF. Apesar da ausência, as equipes reforçam que estarão abertas ao diálogo com a nova gestão, com o objetivo de construir soluções conjuntas para o futuro do futebol nacional.
“Estaremos prontos para conversar com a nova gestão, a partir da próxima semana, para que juntos possamos debater como mudar o processo eleitoral e outras demandas dos clubes em prol de um futebol cada vez melhor”, diz a nota.
Além de Athletico e Coritiba, também assinam o posicionamento clubes como Corinthians, Flamengo, Internacional, São Paulo, Cruzeiro e Santos, entre outros.
Processo eleitoral em debate
A eleição da CBF ocorre neste domingo (25), às 10h30, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. Samir Xaud, atual presidente da Federação de Futebol de Roraima, é o único candidato confirmado, com apoio de 25 federações estaduais e 10 clubes. Para registrar a candidatura, é necessário o apoio mínimo de oito federações — critério que acabou inviabilizando outras chapas, como a de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista, que contava com apoio da maioria dos clubes, mas apenas duas federações.
Para facilitar a participação dos votantes, especialmente dos clubes que disputam o Campeonato Brasileiro no fim de semana, a CBF permitirá o voto remoto.
Athletico-PR e Coritiba: alinhamento estratégico
Tanto Athletico quanto Coritiba têm participado das discussões nacionais sobre governança do futebol brasileiro. A decisão de não participar da eleição reflete um movimento estratégico por parte dos clubes que buscam maior espaço nas decisões da CBF. Os dirigentes acreditam que a atual configuração favorece as federações estaduais, com poder de voto superior ao dos próprios clubes profissionais.
A manifestação coletiva busca estimular o debate sobre o papel dos clubes no comando do futebol nacional, especialmente em um momento em que se discute a criação de uma liga independente para organizar o Campeonato Brasileiro.
Informações de O Globo
