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Joel Ramalho Junior, referência da arquitetura moderna no Paraná, morre aos 91 anos

O arquiteto e urbanista Joel Ramalho Junior morreu nesta quinta-feira (17/9), em Curitiba, aos 91 anos. Nascido em Tombos (MG), ele construiu uma trajetória marcada pela atuação profissional, pelo planejamento urbano, pela participação em concursos de arquitetura e pela formação de gerações de arquitetos.

Ramalho Junior chegou a Curitiba em 1967, a convite do arquiteto Luiz Forte Netto, para trabalhar no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). Desde então, participou de diferentes etapas do desenvolvimento urbano da cidade e integrou o grupo de profissionais que ajudou a consolidar a arquitetura moderna paranaense.

Ao longo da carreira, ocupou funções relacionadas ao planejamento e à gestão pública. Foi diretor técnico da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), atuou na Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) e presidiu o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Paraná (IAB/PR).

Em nota de pesar, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR) destacou: “Sua visão humanista, aliada ao domínio da técnica e à generosidade em compartilhar conhecimento, sem dúvida, inspira o trabalho da categoria”.

A produção de Joel Ramalho Junior ganhou destaque principalmente pela participação em concursos nacionais de arquitetura. Ao lado de outros profissionais, venceu e recebeu prêmios em dezenas de disputas, contribuindo para inserir Curitiba e o Paraná no cenário da arquitetura moderna brasileira.

Entre os projetos associados ao arquiteto estão o Instituto de Previdência do Paraná (IPE), atual ParanáPrevidência, e o Edifício Presidente Tancredo Neves, anexo da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), ambos em Curitiba. Também estão entre os trabalhos o edifício do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, e o Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.

O projeto do antigo IPE foi desenvolvido em parceria com Luiz Forte Netto, José Maria Gandolfi e Vicente de Castro, após um concurso realizado em 1967. Inaugurado quatro anos depois, o edifício se tornou um dos exemplares mais importantes da arquitetura moderna em Curitiba. A construção tem estrutura em concreto aparente, dois blocos e espaços internos integrados por uma praça linear.

A relação de Joel Ramalho Junior com Curitiba também passou pela docência. Em 1971, ele começou a dar aulas no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde permaneceu por 27 anos e contribuiu para a formação de diversas gerações de profissionais. Na universidade, sua atuação esteve ligada principalmente ao ensino de Planejamento Arquitetônico.

Além da UFPR, Ramalho Junior também foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). A atividade acadêmica se somou à produção profissional e à participação em entidades da categoria, ampliando sua influência sobre a arquitetura paranaense.

Em 2010, recebeu a Medalha de Ouro Oscar Niemeyer, distinção concedida pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) a profissionais de destaque na arquitetura brasileira.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

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