Aquário de 23 mil metros quadrados será novo atrativo turístico de Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu, na Região Oeste, terá mais um importante atrativo para potencializar o turismo no Paraná. O Grupo Cataratas vai construir um aquário com espécies de água doce e ecossistemas marinhos na cidade. O AquaFoz receberá investimentos de R$ 100 milhões e deverá ficar pronto em 2023, com estimativa de abertura de 250 a 300 empregos diretos. O anúncio foi confirmado nesta terça-feira (02) durante reunião no Palácio Iguaçu entre o governador Carlos Massa Ratinho Junior e representantes da empresa.

Governador Carlos Massa Ratinho Junior durante apresentação do Perojeto Aqua Foz – Curitiba, 02/03/2021 – Foto: Jonathan Campos/AEN

“É mais um grande investimento em Foz, com impacto na geração de emprego e no desenvolvimento da cidade. E, claro, novo atrativo para segurar o turista em Foz, para que ele gaste o dinheiro no comércio e nos diversos pontos turísticos oferecidos pelo município”, afirmou Ratinho Junior.

O governador destacou outras duas ações em andamento, coordenadas pelo Estado em parceria com a Itaipu Binacional, que vão ajudar a impulsionar o setor na cidade: a ampliação da pista do aeroporto internacional e a duplicação da Rodovia das Cataratas.

A intervenção no terminal de transporte aéreo chegou a 85% e deve ser finalizada neste mês. O investimento é de R$ 69,4 milhões, sendo R$ 55,5 milhões da Itaipu, referentes a 80% do valor do contrato. Essa será a maior pista do Sul do País.

A revitalização da Rodovia das Cataratas (BR-469), única via de acesso às Cataratas do Iguaçu e ao aeroporto, atingirá 8,7 quilômetros do trevo de acesso à Argentina até a entrada do Parque Nacional do Iguaçu. A licitação está programada para este semestre, com investimento de R$ 139,47 milhões, dos quais R$ 136,32 milhões serão financiados pela usina hidrelétrica e R$ 3,15 milhões pelo Governo do Paraná – o Estado será também responsável pela licitação, gestão e acompanhamento da obra. “Eu não tenho dúvidas de que Foz do Iguaçu será a grande vitrine turística do Brasil e da América do Sul”, ressaltou Ratinho Junior.

AQUÁRIO – O AquaFoz será construído em uma área de 23 mil metros quadrados, na entrada do Parque Nacional do Iguaçu, ao lado do Centro de Visitantes. Contará com diversos tanques com espécies de água doce e ecossistemas marinhos que somam um volume total de 3,8 milhões de litros de água. A previsão é que a obra comece no segundo semestre deste ano.

“Além da importância como impulsionador do turismo local, é um centro de conservação da biodiversidade. Vai trabalhar amparado no tripé educação, pesquisa e conservação, principalmente focado na conservação das bacias do Rio Iguaçu e Rio Paraná”, explicou o CEO do Grupo Cataratas, Pablo Morbis.

Ele lembrou que além do AquaFoz, o grupo administra na cidade o Marco das Três Fronteiras e o Parque Nacional do Iguaçu, e outros equipamentos espalhados pelo País, com o AquaRio, o maior aquário marinho da América do Sul, no Rio de Janeiro.

MEIO AMBIENTE – Secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes também ressaltou a importância do equipamento para colaborar com a preservação do meio ambiente. “Foz é a âncora do turismo paranaense, um turismo de natureza que respeita e preserva o meio ambiente”, disse.

O Aquafoz pretende conduzir, em parceria com universidades, pesquisas sobre ecologia alimentar e reprodutiva, distribuição geográfica, conservação e coibição de espécies exóticas. “Aquário faz sucesso no mundo inteiro. Consolida Foz do Iguaçu como um destino sustentável”, afirmou o prefeito da cidade, Chico Brasileiro.

Informações AEN PR.

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Governo prorroga prazos de reembolsos de shows e pacotes turísticos

O Diário Oficial da União traz hoje (18) a publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.036/21 que prorroga os prazos para adiamento e cancelamento de serviços, reservas e eventos de turismo e culturais afetados pela pandemia de covid-19. O texto foi assinado ontem (17) pelo presidente Jair Bolsonaro.

A medida altera a Lei 14.046/2020, para estender seus efeitos ao ano de 2021. Até então, a medida valia para eventos adiados ou cancelados até 31 de dezembro do ano passado. A MP tem validade imediata após publicação no Diário Oficial da União, mas precisa ser votada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade.

Na hipótese de adiamento ou de cancelamento de serviços, de reservas e de eventos, incluídos shows e espetáculos, até 31 de dezembro de 2021, em decorrência da pandemia de covid-19, o prestador de serviços ou a sociedade empresária não será obrigado a reembolsar os valores pagos pelo consumidor.

No entanto, eles devem assegurar a remarcação do serviço cancelado ou a disponibilização de crédito para uso ou abatimento na compra de outros serviços, reservas e eventos até 31 de dezembro de 2022. Caso nenhuma dessas ações seja possível, o prestador deverá restituir os valores pagos pelo consumidor. Além disso, os créditos já adquiridos pelo consumidor antes da edição da MP também poderão ser utilizados até o dia 31 de dezembro do ano que vem.

A prorrogação também vale para artistas, palestrantes ou outros profissionais já contratados para os eventos cancelados. Eles também ficam dispensados de reembolsar imediatamente os valores recebidos, desde que o evento seja remarcado para até 31 de dezembro de 2022.

Estão incluídos na lei, no setor do turismo, os meios de hospedagem (hotéis, albergues, pousadas, aluguéis de temporada, airbnb), as agências de turismo, as empresas de transporte turístico, os organizadores de eventos, os parques temáticos e os acampamentos. No setor da cultura, os cinemas, teatros, plataformas digitais de vendas de ingressos pela internet, os artistas (cantores, atores, apresentadores e outros) e demais contratados pelos eventos.

Itaipu vai repassar mais R$ 15 milhões para ajudar a combater a covid-19 em Foz e região

No total, a empresa já encaminhou quase R$ 80 milhões em diversas ações para combater a pandemia e minimizar seus efeitos. Novo aporte ocorre em um momento de aumento exponencial do número de casos da doença

A Itaipu vai repassar, por meio de um convênio, R$ 15 milhões para a Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu, em um período de seis meses. A medida foi autorizada em reunião de Diretoria Executiva, nesta quarta-feira (3). Com isso, a margem brasileira da empresa amplia os esforços da força-tarefa do Paraná no enfrentamento ao novo coronavírus, especialmente na região de fronteira. No total, a Itaipu investiu quase R$ 80 milhões em diversas ações para combater a covid-19 e minimizar seus efeitos, tornando-se a principal parceira dos municípios da região.

“Desde o início da pandemia, o papel da Itaipu tem sido fundamental para atender às demandas pontuais da área de saúde, mas que também deixam legado para a população”, diz o coordenador do Grupo de Trabalho da Covi-19, coronel Aureo Ferreira, assessor especial do general Joaquim Silva e Luna, diretor-geral brasileiro de Itaipu. “São investimentos tanto pontuais quanto permanentes, que ficarão mesmo depois que a pandemia passar.”

Ajuda providencial

O plano de contingência apresentado pelo município e prontamente atendido pela Itaipu prevê a aquisição de medicamentos e insumos para demandas de pacientes com a covid-19 internados do Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu. A unidade hospitalar é considerada referência pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, esteve na manhã desta quarta-feira no gabinete do diretor-geral brasileiro para pedir apoio neste momento crítico da pandemia. A solução veio prontamente. “Esse convênio veio na hora certa, porque o Hospital Municipal poderia colapsar. Só temos a agradecer à Itaipu pela pronta resposta, que será fundamental para garantir atendimento humanizado à população”, diz o prefeito.

Nesta última semana, entre quarta-feira (24) e terça-feira (2), foram confirmados 1.497 novos casos e 33 mortes por covid-19 em Foz do Iguaçu. 

O plano integra uma série de medidas que beneficiam toda a região de fronteira na área de saúde. O sistema hospitalar de Foz do Iguaçu, pela sua localização peculiar, é bastante utilizado, tanto por brasileiros como também por paraguaios.

Segundo dados da Secretaria de Saúde de Foz, os moradores de países vizinhos respondem por 30% da demanda nas unidades hospitalares do município, pressionando o SUS.

Para agravar ainda mais a situação, nos dois países as cidades fronteiriças – Foz e Ciudad del Este – estão com os sistemas de saúde sobrecarregados, com alta taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva destinadas à covid-19. A taxa passa de 100%, inclusive no Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), que é mantido por Itaipu e também destinou parte de seus leitos para o atendimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus. 

“Além de Foz, esse apoio se estende também a outros oito municípios que fazem parte da 9ª Regional de Saúde do Paraná: Medianeira, Matelândia, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Itaipulândia, Missal, Serranópolis do Iguaçu e Ramilândia”, diz Aureo. 

A Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu é a gestora do Hospital Municipal Padre Germano Lauck — o maior da região Oeste do Paraná e referência de média e alta complexidade nas especialidades de neurocirurgia, ortopedia e traumatologia para a 9ª Regional de Saúde do Estado. Ela presta serviços de saúde e também de assistência médico-hospitalar.

Itaipu e Unioeste abrem nova parceria e frentes de trabalho

A Itaipu também destinou mais R$ 2,4 milhões para uma ação conjunta com a Unioeste e a Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu, fundamentada em três frentes de trabalho.

A primeira delas é a manutenção de 70 bolsistas da área de saúde em Foz do Iguaçu, que fazem a triagem e dão orientação à população, em atendimento remoto e presencial, relacionado à covid-19. Outra é a atuação de 30 bolsistas egressos do curso de enfermagem para o trabalho em UTIs de covid-19.

Por fim, outra ação prevista neste mesmo convênio é a contratação de duas equipes de saúde domiciliar no atendimento preventivo, especialmente nos casos de grupos de risco, para evitar que pessoas idosas precisem buscar atendimento nos hospitais.

Política de austeridade permitiu redirecionamentos de aportes

O novo convênio é fruto de uma política de austeridade e transparência implantada pela margem brasileira da usina. O redirecionamento de recursos de ações e iniciativas sem aderência à missão da empresa permitiu economia traduzida em investimentos na ordem de R$ 2,5 bilhões.

Obras esperadas e sonhadas por décadas foram se transformando em realidade, como a construção de uma segunda ponte sobre o Rio Paraná, entre Foz do Iguaçu, no Brasil, e a cidade de Presidente Franco, no Paraguai, que vai mudar a logística da fronteira; a ampliação da pista de pousos e decolagens e outras melhorias no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, que terá condições de ser um hub do Mercosul; e a futura duplicação da rodovia mais importante para o turismo do município, a BR-469, que dá acesso às Cataratas do Iguaçu.

São mais de 30 projetos, em diversos segmentos, que geram empregos e desenvolvimento, criando as bases para avanços significativos da economia paranaense.

Além das obras estruturantes, dentro deste contexto de redirecionamento de recursos foi possível também colaborar decisivamente para o combate à pandemia na região.

Inicialmente, foram destinados R$ 15 milhões para a compra de insumos e equipamentos, além da criação de 40 leitos de UTI e de outras 15 unidades de transição no HMCC, que também atende pacientes do SUS.

Gradativamente, foram ainda encaminhados recursos para a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (R$ 2 milhões); entidades beneficentes que se candidataram ao Fundo de Auxílio Eventual da empresa (R$ 5,7 milhões); mais de 700 bolsistas para o atendimento à saúde em todo o Paraná (R$ 4 milhões); e aditivos contratuais e manutenção da estrutura de atendimento hospitalar voltada à covid-19 (R$ 33 milhões).

Somam-se, agora, os convênios autorizados nesta quarta-feira (de R$ 15 milhões com a Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu e de R$ 2,4 milhões envolvendo também a Unioeste), totalizando R$ 77,1 milhões aplicados na mitigação dos efeitos da pandemia na região.

“Num ano atípico, em que o mundo todo aprende a lidar com a pandemia, Itaipu investiu no bem-estar da nossa gente. Somente os R$ 5,7 milhões provenientes do Fundo de Auxílio Eventual da empresa, por exemplo, beneficiaram diretamente mais de 60 mil pessoas em situação vulnerável”, reforça Aureo Ferreira.