Após reunião, prefeitos da RMC decidem manter aulas suspensas

O encontro contou com a presença de representantes das escolas particulares e técnicos da Saúde que trouxeram os números atualizados da pandemia

Prefeitos da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec) decidiram por unanimidade, na tarde de ontem (21), manter suspensas as aulas da rede municipal de ensino. A decisão aconteceu após reunião do Fórum Metropolitano de Saúde.

O encontro contou com a presença de representantes das escolas particulares e técnicos da Saúde que trouxeram os números atualizados da pandemia na região metropolitana. O presidente da Assomec, Márcio Wozniack, que também é prefeito de Fazenda Rio Grande, afirmou que após a apresentação dos dados todos os gestores municipais entenderam que o momento ainda não é propício para o retorno das aulas.

A maioria dos pais também seria contra o retorno das atividades escolares. “Pesquisas apresentadas pelos municípios na reunião mostraram que em torno de 80% dos pais dizem que não querem que seus filhos retornem para as atividades escolares municipais agora”, revelou o presidente da Assomec.

Wozniack explicou ainda que a volta das aulas na rede privada e estadual é de responsabilidade do governo estadual. “Decreto do dia 18 regrou que a decisão de volta das atividades escolares estaduais e particulares é de responsabilidade do Governo do Estado. O documento diz que é necessário pelo menos três semanas de estabilidade nos números da pandemia para que possa ser iniciado um protocolo de volta de algumas atividades escolares”, esclareceu ele.

Informações Banda B.

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Paraná autoriza aulas presenciais dos últimos anos de cursos da Saúde

A Secretaria da Saúde do Paraná publicou a Resolução número 1.173/2020, que permite que alunos de cursos técnicos e profissionalizantes da área de saúde, de graduação das áreas de saúde, em seus últimos dois anos, e pós-graduação em todas as áreas retomem as aulas presenciais. A Resolução foi publicada nesta segunda-feira (28).

As instituições de ensino deverão seguir as medidas de segurança sanitária, como distanciamento social e protocolos de higiene, de acordo com a Resolução número 632/2020, que estabelece orientações e o regramento para o funcionamento de diversas atividades.

“Em meio ao enfrentamento desta pandemia, o trabalho da saúde e de seus profissionais ficou ainda mais em evidência e ficou claro que existe a necessidade de colocar mais pessoas para atuar nesta área. Nosso objetivo é capacitar e finalizar a formação destes alunos para que possam ingressar na área o quanto antes”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A fim de evitar aglomerações, as instituições deverão traçar estratégias de revezamento e horários de aulas diferenciados para realização de atividades, segundo prevê a normativa. “Estipulamos critérios que devem ser seguidos por parte das instituições de ensino e seus alunos para que possamos retomar as aulas sem qualquer prejuízo à saúde dos paranaenses”, acrescentou o secretário.

Todas as orientações estabelecidas pela Secretaria da Saúde serão fiscalizadas pela pasta, em conjunto com as secretariais municipais. O não cumprimento implicará em multa, com valor dobrado em caso de reincidência.

RETOMADA GERAL – Segundo Beto Preto, não há, neste momento, previsão de retorno total de atividades escolares presenciais. “O cenário epidemiológico atual indica que ainda não é a hora de retornarmos totalmente com as aulas presenciais. Este assunto, juntamente com os dados, é analisado diariamente no Governo. Precisamos de uma queda sustentada do número de casos e de óbitos para que tenhamos segurança neste retorno”, afirmou.

Informações AEN.

Colégios estaduais arrecadam celulares para alunos acompanharem as aulas virtuais

Colégios estaduais estão promovendo ações de arrecadação de celulares para que os alunos que não têm o dispositivo em casa possam acompanhar integralmente as atividades digitais. De acordo com a Secretaria da Educação, a iniciativa é importante para manter o vínculo com os colegas e também com os professores durante o período em que o ensino acontece de forma remota.

Em Curitiba a ideia surgiu dos próprios professores, preocupados justamente com o descompasso dos estudantes que não tem celular com o restante da turma. “A ação de veio a partir de uma reunião da equipe diretiva com os professores, pois os alunos que usam o material impresso estão sendo atendidos, mas sem contato com professores e colegas de turma, sem a rotina que os outros têm”, explica a diretora-geral do Colégio Estadual Paula Gomes, Cristina Felisbino de Matos.

Ele comenta que a direção do colégio e professores conversaram entre si para tentar arrecadar os aparelhos. Como a campanha foi iniciada há pouco tempo, até o momento foram arrecadados sete celulares. “Começamos a fazer as doações no final da primeira semana, junto o material impresso”, completa. “Nós tivemos o cuidado de ligar para as famílias e explicar a ação, perguntando se haveria interesse e autorização para dar o celular aos estudantes, explicando também que o pacote de dados não seria consumido”, reforça.

Cristina acrescenta que, com a autorização dos pais ou responsáveis, o aluno foi até o colégio, instalou o aplicativo das aulas em conjunto com os professores e recebeu o aparelho.

INTERIOR – Ações para arrecadar celulares para os estudantes também aconteceram em União da Vitória. O Núcleo Regional de Educação firmou uma parceria com o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania do Fórum Cível (Cejusc) e com a Vara da Infância e Juventude para a campanha Ajude um Aluno.

“O objetivo é arrecadar e doar celulares, tablets ou computadores para os estudantes que não têm. Até o momento foram doados 20 aparelhos eletrônicos e a ideia é dobrar este número nesta semana”, destaca o chefe do NRE de União da Vitória, Carlos Alberto Polsin.

Inicialmente, o núcleo fez um levantamento de quantos alunos estavam na situação de descompasso com o restante da rede, e aproveitou um projeto de mais de uma década na região. “O juiz de direito da Comarca de União da Vitória foi um dos precursores da campanha, pois a parceria já acontece há mais de uma década para combater evasão escolar”, disse Polsin.

“Neste momento de pandemia foi feita uma solicitação ao juiz para que os aparelhos eletrônicos apreendidos fossem doados e, em um segundo momento, passamos a incentivar a doação de celulares ou notebooks por parte de toda a população”, destacou o chefe do NRE.

Ele reforça que a campanha não tem uma meta final, mas que a intenção é beneficiar o máximo de estudantes possível. “Muitas pessoas se solidarizaram com a causa e doaram, além da colaboração do Centro Universitário de União da Vitória. Alunos e professores dos cursos de tecnologia se oferecem para formatar os celulares apreendidos para que cheguem sem problema técnico para os alunos”, destaca Polsin.

Informações AEN.