Apesar de ordem do STF, governo insiste que só pode apresentar cronograma após registro da Anvisa

Pazuello afirmou que seria possível começar a aplicar as primeiras doses da vacina oferecidas pelo governo em dezembro ou janeiro

Apesar da determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski para que o Ministério da Saúde informe a data de início e término do plano de vacinação contra a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro e auxiliares afirmam que o cronograma depende do aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aos imunizantes, o que ainda não aconteceu.

A posição do governo foi manifestada por Bolsonaro em reuniões ao longo desta segunda-feira (14). O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse o mesmo a auxiliares.

Lewandowski emitiu a ordem no domingo (13), após o Ministério da Saúde divulgar um plano de vacinação sem prazo de início e término da imunização e para diferentes etapas do cronograma.about:blank

Segundo interlocutores ouvidos pela reportagem, a pasta não quer se comprometer com uma data para o início da vacinação antes que haja sinal verde (seja em forma de autorização emergencial ou de registro final) de um imunizante pela Anvisa. Eles disseram ainda que dificilmente o governo conseguirá iniciar a imunização de grupos prioritários ainda em dezembro, mesmo que algum registro de uso emergencial seja concedido nos próximos dias.

Pesa nesse cenário o fato de que, embora o governo já tenha alguns acordos para aquisição de vacinas, algumas das empresas ainda têm estudos em andamento, e outras, embora já tenham resultados de eficácia, ainda não pediram aval para uso emergencial. Também há baixa previsão de entrega imediata de doses por algumas delas.

Embora já tenha recebido aval para uso emergencial em outros países, a Pfizer, por exemplo, que mantém uma negociação para entregar 70 milhões de doses ao Brasil, prevê apenas 2 milhões para o primeiro trimestre de 2021, segundo plano preliminar divulgado pelo governo.

Na semana passada, Pazuello afirmou que seria possível começar a aplicar as primeiras doses da vacina contra a Covid-19 oferecidas pelo governo federal em dezembro ou janeiro, em caráter restrito.

A medida, porém, é considerada muito pouco provável por auxiliares do próprio ministro, que atribuem a declaração à forma como foi feita a pergunta por parlamentares na ocasião.

Diante das críticas de que o plano apresentado no fim de semana seria genérico, o Ministério da Saúde deve divulgar uma nova versão na quarta-feira.

A orientação é que a equipe da pasta tente ser mais incisiva em alguns trechos do documento.

Especialistas têm apontado que o plano traz poucas informações sobre prazo de entrega de vacinas e deixa de informar detalhes sobre estratégias de logística e modelo de uso de diferentes vacinas, por exemplo.

O plano do governo federal de vacinação foi tratado em reunião de Bolsonaro com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e em encontro de Pazuello com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT).

“Eu devo assinar amanhã a MP de R$ 20 bilhões para comprar vacina. Não obrigatório, vocês vão ter que assinar termo de responsabilidade para tomar. A Pfizer é bem clara no contrato, ‘não nos responsabilizamos por efeitos colaterais’. Tem gente que quer tomar, então toma. A responsabilidade é tua. Se tiver algum problema aí, espero que não dê”, disse Bolsonaro na chegada ao Palácio da Alvorada, em declarações transmitidas por um site bolsonarista.

“O presidente afirmou que está assinando uma MP [Medida Provisória] no valor de R$ 20 bilhões para poder comprar todas as vacinas aprovadas pela Anvisa. Segundo ele todas [serão compradas], sem nenhuma exceção”, disse Casagrande, ao final do encontro com Bolsonaro.

Segundo o ministro Paulo Guedes (Economia), o montante é o necessário para um plano de vacinação massiva no Brasil.

Na reunião com o governador, Bolsonaro reiterou que é contra a obrigatoriedade da vacinação da Covid-19 -o presidente também já levantou dúvidas sobre os imunizantes, o que pode contribuir para uma menor confiança neles.

Cresceu a parcela da população brasileira que não pretende se imunizar contra o novo coronavírus, segundo pesquisa Datafolha. Ao todo, 22% dos entrevistados disseram que não pretendem se vacinar, enquanto 73% disseram que vão participar da imunização -outros 5% disseram que não sabem. Pesquisa nacional feita em agosto apontava que apenas 9% não pretendiam se vacinar, contra 89% que diziam que sim.

Ao mesmo tempo, o ministério planeja o lançamento de uma campanha “para dar segurança à população” sobre a eficácia de vacinas que podem ser usadas pela pasta contra a Covid-19 no futuro.

Governadores também aproveitaram os encontros para falar sobre a preocupação de haver possíveis datas e planos diferentes de vacinação no país. A situação ocorre em meio a guerra política travada por Bolsonaro com o governador de São Paulo, João Doria.

Segundo Santana, Pazuello disse que a vacinação iniciará de forma simultânea em todos os estados e que a estratégia deve ser iniciada com a primeira que for aprovada.

“O que o ministro garantiu é que, independente de ser Butantan ou Astrazeneca, importante é que seja iniciada com a primeira que estiver registrada”, disse ele, segundo quem o ministério voltou a sinalizar que poderia incluir caso haja aval da Anvisa.

Em nota, o ministério tem informado que o plano nacional de imunização poderá sofrer modificações durante o seu processo de implementação.

Informações Banda B.

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Athletico-PR vence Galo com gol no fim e se mantém no G4 do Brasileiro

Em um grande jogo no Mineirão, o Athletico Paranaense ficou duas vezes atrás no placar, mas buscou a virada no último lance e bateu o Atlético-MG por 3 a 2, neste domingo (7). Vitor Roque (duas vezes) e o uruguaio Canobbio marcaram para o Furacão, que viu Igor Rabello e o argentino Pavón fazerem os gols do Galo. O resultado levou a equipe paranaense aos 37 pontos, na quarta posição do Campeonato Brasileiro. O xará mineiro é o sétimo, com 32. 

O Galo abriu o placar aos 30 minutos da primeira etapa. Em cobrança de falta pela esquerda, Nacho Fernández levantou na área e Igor Rabello completou de cabeça para as redes.

O empate veio antes mesmo do primeiro minuto da segunda etapa. Vitor Roque recebeu pela esquerda, limpou a marcação e chutou forte, no ângulo esquerdo do goleiro Everson, marcando um golaço.

Aos 10, após sobra de chute de fora da área, Pavon, já dentro da área, chutou forte para vencer Bento e colocar o Galo novamente à frente. Porém, a vantagem não durou quase nada.

No minuto seguinte, após jogada pela direita, Vitor Roque apareceu na pequena área para completar de primeira e empatar de novo.

O duelo foi decidido de forma eletrizante. O Furacão recuperou a bola na defesa, aos 50 minutos e saiu em contra-ataque. Alex Santana lançou Khellven, que chegou à área, driblou a marcação e rolou para Canobbio completar para as redes.

A grande vitória fora de casa dá um gás para o time paranaense, que decide na quinta-feira (11), fora de casa, uma vaga na semifinal da Libertadores. O adversário será o Estudiantes, da Argentina. No primeiro duelo, a equipe estrangeira arrancou um empate sem gols com o time comandado por Felipão. Já o Galo, de Cuca, também definirá seu futuro na competição fora de casa. No caso, encara o Palmeiras, em São Paulo, na quarta (10), após empate por 2 a 2 no jogo de ida.

Pelo Brasileiro, ambas as equipes atuam fora de casa no domingo (14), na próxima rodada. O Atlético-MG visita o Coritiba, enquanto o Athletico-PR encara o Flamengo.

Fortaleza vê luz no fim do túnel após triunfo contra Inter

Frequentador da zona de rebaixamento desde o começo do campeonato, o Fortaleza está mais próximo de enfim deixá-la. O Leão do Pici mostrou garra ao bater o Internacional por sonoros 3 a 0, mesmo jogando desde os 29 minutos da primeira etapa com um jogador a menos. Romarinho foi expulso de forma direta por ofensa ao árbitro. Agora, a equipe cearense tem 21 pontos, um a menos do que o Avaí, primeiro time fora do Z-4. O Colorado, com 33, é o sétimo.

Neste domingo (7), o Castelão recebeu mais de 39 mil torcedores e viu o Fortaleza abrir o placar quando já jogava com 10. Aos 44 da primeira etapa, Lucas Crispim cobrou falta com perfeição e o goleiro Keiller nada pôde fazer. A bola morreu no fundo das redes, no canto direito da meta.

Na segunda etapa, mesmo diante da inferioridade numérica, o Fortaleza continuou aguerrido e ampliou aos 24. Hércules, que havia entrado pouco antes, foi lançado em cobrança de lateral pela direita, ajeitou o corpo e bateu cruzado para marcar.

Aos 38, veio a pá de cal. Após contra-ataque, Moisés deixou Robson na cara do gol, ele driblou Keiller e anotou o terceiro. 

Na próxima rodada, o Fortaleza faz o clássico com o Ceará, no domingo (14). No mesmo dia, o Internacional recebe o Fluminense. Porém, antes disso, o Colorado decide vaga nas semifinais da Copa Sul-Americana. O adversário na quinta (11) será o Melgar, do Peru. As equipes empataram sem gols no duelo de ida.


Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil

Futebol de cegos: Brasil vence Grand Prix e garante vaga em Mundial

A seleção brasileira masculina de futebol de cegos garantiu vaga no Mundial do ano que vem, em Birminghan (Inglaterra), ao conquistar o título inédito do IBSA Grand Prix, em Puebla (México). A decisão do título foi contra a rival Argentina no domingo (8). Após empate em 0 a 0 no tempo regulamentar, os brasileiros levaram a melhor na cobrança de pênaltis, com vitória por 3 a 2. Triunfo com gosto de revanche: na primeira fase do torneio a seleção sofreu revés de 1 a 0.  A terceira colocação ficou com o México que derrotou a Costa Rica, também nos pênaltis, por 4 a 3.

Na decisão nas penalidades, Cássio, Nonato e Jardiel converteram para o Brasil.  Do lado Hermano, Maxi Espinillo e Heredia balançaram a rede, mas Braian Pereyra desperdiçou ao mandar no travessão do goleiro Matheus,

“Fico muito feliz, principalmente por mais um título, por garantir a vaga no Mundial e ter feito uma excelente competição. Pude ajudar o Brasil com duas defesas na final. Isto é fruto do trabalho, a gente tem treinado muito. É comemorar um pouco, mas já virar a chave e pensar na Copa América”, disse Matheus, que foi eleito o melhor goleiro do torneio, junto com o argentino Germán Mulek.

Com a vitória sobre os argentinos, o Brasil reafirma sua hegemonia diante do rival: em 25 finais disputadas desde 1997, a seleção venceu 22 e perdeu apenas três. Neste ano, além do Grand Prix no México, o Brasil faturou a Copa Tango (também superando os hermanos) e o Desafio das Américas.  

O próximo compromisso da seleção será a Copa América, a partir de outubro, em Córdoba (Argentina). 


Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil