Anvisa aprova resolução sobre uso emergencial de vacinas contra covid-19

A agência reforçou na nova resolução que o uso emergencial só será concedido para imunizar um público restrito no SUS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quinta-feira, 10, uma resolução com regras para permitir o uso emergencial de vacinas contra a covid-19. Na prática, a agência apenas criou uma norma mais robusta, mas com o mesmo conteúdo de um guia já apresentado na semana passada. A Anvisa não recebeu ainda pedido de uso emergencial de vacinas. Apenas as desenvolvedoras de imunizantes que tem estudos de fase 3 em andamento no Brasil podem fazer este pedido.

A agência reforçou na nova resolução que o uso emergencial só será concedido para imunizar um público restrito no SUS, como de profissionais de saúde ou idosos, preferencialmente em programa do Ministério da Saúde. A regra não impede, porém, que o Instituto Butantã peça o uso emergencial da Coronavac em programa do governo paulista.

“Os critérios mínimos a serem cumpridos (para pedir o uso emergencial) estão definidos no guia (apresentado na última semana)”, disse a diretora Alessandra Bastos, relatora do processo na agência. Os cinco diretores do órgão aprovaram a nova resolução.

Há 4 vacinas com testes de fase 3 em andamento no País: o modelo desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade Oxford, a da chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã, a das americanas Pfizer e BioNTech, além da vacina da Janssen-Cilag (Johnson & Johnson).

O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, afirmou que há diferença entre o uso emergencial e o registro da vacina. No primeiro caso, a aplicação pode ser autorizada ainda com estudos de desenvolvimento da droga em andamento. Já para o registro é preciso ter finalizado todos os testes em humanos. Barra Torres lembrou que o Reino Unido e o Canadá, por exemplo, aprovaram apenas o uso emergencial, ou seja, em um público restrito.

A Anvisa não dá prazo para avaliar o uso emergencial de vacinas. Mas espera ser mais célere do que no processo de registro, que pode levar até 60 dias após o pedido.

Barra Torres afirmou ainda que apenas a fabricante da vacina pode pedir o uso do produto. A declaração ocorre no momento em que há pressão para a Anvisa liberar a entrada de imunizantes que estão sendo aplicados em outros países.

Informações Banda B.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

95% da população vacinável de Curitiba recebeu pelo menos uma dose da vacina anticovid

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba vacinou, até a última sexta-feira (14/1), 1.582.431 pessoas com a primeira dose ou a dose única (Janssen) da vacina anticovid, o que corresponde a 81,2% de toda a população da cidade. Considerando o recorte de pessoas com 12 anos completos ou mais, esse percentual sobe para 95%.

A partir desta segunda-feira (17/1), a cidade passa a contar com um novo público elegível para receber os imunizantes contra o coronavírus: as crianças de 5 a 11 anos começaram a receber a primeira dose da vacina pediátrica da Pfizer, começando pelos públicos prioritários (crianças acamadas, institucionalizadas e indígenas).    

Em relação à população completamente imunizada (com duas doses ou dose única), a cobertura chegou a 76,3% na população em geral. Considerando o recorte de pessoas com 12 anos completos ou mais, o percentual sobe para 89,3%. Assim, a cidade está próxima de ter 9 entre cada dez curitibanos com 12 anos ou mais já completamente imunizados. 

Ao todo, Curitiba já aplicou 3.516.330 unidades do imunizante, sendo 1.544.104 primeiras doses e 1.449.307 segundas doses; 38.327 doses únicas; e 484.592doses de reforço.

Vacinados com 18 anos ou mais

Entre a população com 18 anos ou mais, 1.422.176 receberam a primeira dose; 1.366.791 receberam a segunda dose e 38.327 pessoas receberam a vacina em dose única.

Curitiba também está aplicando as doses de reforço para quem já completou o ciclo de imunização. Até sexta-feira (14/1), 484.592 pessoas receberam a dose complementar.

Adolescentes de 12 a 17 anos

Até o momento, a SMS vacinou 121.928 adolescentes entre 12 e 17 anos. Destes, 82.516 já receberam também a segunda dose.

Doses recebidas

Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 3.762.953 unidades do imunizante, sendo 1.667.812 primeiras doses (incluindo 9.870 doses pediátricas);  1.541.643 segundas doses; 38.290 doses únicas; e 515.208  doses de reforço. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, como a quebra acidental de frascos.

O município tem capacidade para vacinar mais de 30 mil pessoas por dia, já tendo aplicado 45,6 mil doses em um único dia, e o avanço do cronograma de imunização ocorre à medida que as doses são enviadas pelo Ministério da Saúde ao governo estadual, responsável por distribuir os lotes do imunizante aos municípios.

Confira detalhes da vacinação contra a covid-19 no Painel Covid-19 Curitiba.

Bolsonaro nega ser antivacina e diz que “fez a coisa certa” na pandemia

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou hoje a dizer que não é contrário à vacinação no Brasil e declarou que considera ter feito “a coisa certa” durante a pandemia do coronavírus.

Em entrevista à rádio Viva, do Espírito Santo, o governante afirmou ainda que teria pronto um roteiro de ações caso o STF (Supremo Tribunal Federal) suspendesse a decisão que garantiu a autonomia para governadores e prefeitos implementarem medidas sanitárias.

“Se o Supremo restabelecer o comando das ações da pandemia para mim, eu tenho pronto o que faria poucas horas depois. Eu não falo agora senão se vai ser uma polêmica enorme, uma crítica muito grande contra a nossa pessoa… Mas nós fizemos a coisa certa durante a pandemia.”

Bolsonaro pontuou mais uma vez o seu posicionamento pessoal contrário à inclusão de crianças de 5 a 11 anos no PNI (Programa Nacional de Imunizações), mas —diferentemente do que ocorreu em entrevistas anteriores— evitou fazer críticas à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O presidente tem contestado publicamente a entidade regulatória desde que o órgão liberou a aplicação da vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos. A imunização desse grupo etário começou há dois dias.

“Deixo bem claro, foi o nosso governo que comprou 400 milhões de doses de vacinas. Continuam me acusando de ser contra a vacina, mas como contra se eu comprei 400 milhões de doses?”,

afirmou Bolsonaro.

“O que eu entrei em disputa nas últimas semanas foi quando se falou em vacinar crianças de 5 a 11 anos. Ou seja, prevaleceu a vontade nossa, do Ministério da Saúde, onde as crianças podem se vacinar desde que os pais autorizem. E fiquem sabendo dos possíveis efeitos colaterais, que não são poucos. A nossa participação é por aí.”