Estudantes Realizam Monitoramento da Qualidade da Água em São José dos Pinhais
A qualidade da água do córrego no entorno do Colégio Estadual Herbert de Souza, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, tem mobilizado alunos e professores em um projeto de monitoramento hidrológico. A iniciativa une pesquisa científica, educação ambiental e participação social para abordar a saúde do Rio Avril, que faz parte do cotidiano dos estudantes.
Coleta e Análise de Dados
O projeto começou com coletas sistemáticas de amostras de água para medir parâmetros físico-químicos e registrar indicadores biológicos. Os alunos, com idades entre 14 e 17 anos, utilizam técnicas como o teste de pH com solução de repolho roxo para identificar características da água. Além disso, construíram um turbidímetro artesanal para avaliar a turbidez do córrego.
Através das informações coletadas, os estudantes identificaram problemas significativos, como coloração alterada, turbidez elevada e sedimentos nas margens. A ausência de vegetação nativa e o despejo irregular de resíduos foram apontados como agravantes da situação.
Impacto na Comunidade e Aprendizado Prático
Laura Bistene Gomes Barboza, uma das alunas envolvidas, destacou que a atividade superou as expectativas. “Aprendi que o descarte incorreto de resíduos pela comunidade afeta diretamente a qualidade da água. Coletar água foi fácil, mas analisar os dados exigiu mais estudo, o que tornou a experiência interessante”, comentou.
A professora Pauline Henrique Fernandes enfatizou como as atividades práticas aumentam o engajamento dos alunos. “O contato direto com o rio fortalece o vínculo dos alunos com o território e instiga a curiosidade”, declarou. Essa vivência proporciona um aprendizado dinâmico e significativo, segundo a docente.
Planos Futuros e Sustentabilidade do Projeto
A equipe do projeto não pretende encerrar as atividades. O objetivo é ampliar o monitoramento do Rio Avril, incorporando novos parâmetros e aumentando a frequência de coletas de dados. Além disso, pretendem compartilhar os resultados em eventos científicos, levando o conhecimento adquirido na escola para a comunidade acadêmica.
Pauline ressaltou: “Queremos transformar o projeto em uma prática contínua, com mais dados, mais participação e maior alcance na comunidade.” A proposta inclui envolver mais turmas e transformar a região em um laboratório vivo, integrando diferentes disciplinas e estimulando o aprendizado prático.
Com parcerias com moradores e a prefeitura, a iniciativa mira na recuperação ambiental e no fortalecimento da consciência coletiva, mostrando como a educação pode gerar impacto territorial positivo.
