Afonso Pena deverá receber voos internacionais sem restrições

O secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, reafirmou que o aeroporto Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, vai operar na categoria E (eco) sem restrições, ou seja, terá capacidade para receber voos diretos dos continentes Americano e Europeu.

“O Afonso Pena vai operar como o Guarulhos, em São Paulo. Ou seja, aqui descerá aviões vindos da Europa e Estados Unidos”, disse o secretário, durante a terceira audiência pública presencial referente à concessão de aeroporto promovida nesta terça-feira (10) pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) em Curitiba. “Este é um compromisso entre o Governo do Estado e o Ministério da Infraestrutura firmado durante uma reunião em Brasília em que o governador Carlos Massa Ratinho Júnior participou pessoalmente”, completou.

Durante a audiência, representantes da ANAC e da Secretaria Nacional de Aviação Civil, do Ministério da Infraestrutura (SNAC/Minfra) expuseram detalhes do processo de concessão dos aeroportos que incluem o chamado Bloco Sul, composto por nove aeroportos: Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina e Bacacheri, no Paraná; Navegantes e Joinville, em Santa Catarina; e Pelotas, Uruguaiana e Bagé, no Rio Grande do Sul. A contribuição inicial mínima para esse bloco é de R$ 516 milhões. O valor estimado para todo o contrato da concessão é de R$ 8 bilhões.

CHAMARIZ – O Afonso Pena é o grande chamariz do Bloco Sul, com uma representatividade de 3% do mercado aéreo brasileiro, seguido do aeroporto de Foz do Iguaçu, que também será capaz de receber voos diretos vindos de outros continentes. “Esta é uma importante vitória do Governo do Estado. Em muito breve, Foz do Iguaçu passará o Rio de Janeiro transformando-se no principal destino de estrangeiros do país”, afirmou Sandro Alex.

O secretário esclareceu que o edital de chamamento público de estudos que vai subsidiar o edital de concessão não prevê a autonomia completa do Afonso Pena. “Este edital foi uma primeira versão. Ele será atualizado e trará as novas especificações que serão exigidas para os aeroportos paranaenses”, garantiu.

O diretor de Políticas Regulatórias da SNAC, Ricardo Fonseca, apresentou um panorama do setor revelando, entre outras coisas, o aumento do volume de passageiros nos aeroportos do Brasil, alcançando em 2019 a marca de 219 milhões – que representa um acréscimo de 7,4% se comparado com o ano de 2013.

CRONOGRAMA — Com relação aos prazos da concessão, Fonseca disse que o cronograma está em dia e que findando as audiências públicas, a previsão é que todo o processo seja remetido ainda neste primeiro semestre de 2020 para análise do Tribunal de Contas da União (TCU), para em seguida, no segundo semestre deste ano, lançar o edital de licitação. O leilão está previsto para o fim de 2020 e a celebração dos contratos de concessão devem ocorrer até o fim do primeiro semestre de 2020 – para posterior início das operações por parte das empresas concessionárias.

Senadores pedem a Bolsonaro que Ricardo Fonseca seja confirmado como reitor, mas UFPR terá nova consulta

Na primeira consulta realizada pela instituição, em 2 de setembro, duas chapas participaram. Ricardo Fonseca recebeu 83% dos votos, contra 17% de Horácio Tertuliano Filho

Os senadores Álvaro Dias, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães, todos do Podemos, fizeram um pedido a Jair Bolsonaro para que Ricardo Fonseca seja confirmado como reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no período que prossegue até 2024. Atual reitor da instituição, Fonseca recebeu 83% dos votos em consulta pública realizada pela instituição. Nesta quinta-feira (24), porém, foi confirmado que uma nova consulta será realizada na instituição, uma vez que o Ministério da Educação (MEC) passou a exigir a indicação de três nomes na chamada Lista Tríplice que será enviada ao presidente da república.

De acordo com Flávio Arns, todo o trabalho já realizado pelo próprio reitor mostra sua qualificação para a recondução ao cargo. “Estamos falando de um administrador que prioriza o bom diálogo com os variados setores do ambiente universitário, mantendo sempre uma postura isenta, proativa, tendo demonstrado elevado grau de eficiência no desempenho da missão que lhe foi atribuída e que, confiamos, será agora renovada. Nós, da bancada paranaense no Senado, entendemos que a escolha da comunidade acadêmica representa os rumos almejamos para o futuro da nossa UFPR”, disse.

Na primeira consulta realizada pela instituição, em 2 de setembro, duas chapas participaram. Ricardo Fonseca recebeu 83% dos votos, contra 17% de Horácio Tertuliano Filho.

Tradicionalmente na instituição, os candidatos derrotados nas urnas retiram o nome da Lista Tríplice, mas não foi o que ocorreu desta vez.

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Bolsonaro nomeou o Carlos André Bulhões Mendes como novo reitor. Mendes ficou em terceiro lugar na consulta e mesmo assim foi o escolhido. No Paraná, Tertuliano teria um posicionamento mais alinhado com o de Bolsonaro.

Nova consulta

Com a definição desta quinta-feira (24), uma nova consulta à comunidade acadêmica será realizada. As chapas de Fonseca e Tertuliano já estão homologadas e aguarda-se a inscrição de novas chapas.

O colégio da UFPR se reúne novamente no dia 30 de setembro para, em votação uninominal e secreta, escolher qual das chapas vai compor a lista tríplice que é encaminhada ao MEC para a escolha do novo reitor da UFPR, que assume em dezembro de 2020. As possíveis novas candidaturas concorrem em regime de igualdade com as que estão já colocadas.

Informações Banda B.

Vacina contra Covid-19 desenvolvida pela UFPR apresenta resultados promissores

A vacina contra a Covid-19 que vem sendo desenvolvida pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) apresentou eficácia se administrada em duas doses. Esses são os resultados da primeira imunização feita em camundongos, realizada na fase pré-clínica.

O experimento foi dividido em três grupos. O primeiro recebeu imunização com partículas do polímero bacteriano polihidroxibutirato (PHB) recobertas com partes específicas da proteína Spike, que é a proteína que permite ao Sars-CoV-2 infectar nossas células. No segundo grupo, as partículas com a proteína viral foram somadas ao Adjuvante de Freund, uma solução de antígeno usado como um imunopotenciador. Os últimos indivíduos, pertencentes ao grupo controle, receberam apenas o polímero bacteriano polihidroxibutirato (PHB). Uma segunda dose das mesmas substâncias aplicadas em cada grupo experimental foi administrada 20 dias depois.

Os resultados dos testes feitos na coleta de soro realizada após a primeira imunização apontaram que uma dose não foi suficiente para produzir anticorpos em quantidade significativamente diferente em relação ao grupo controle. Já com a segunda imunização, obteve-se uma produção significativa de anticorpos comparada ao grupo controle. “De sete animais no grupo imunizado com antígeno ligado ao PHB, cinco apresentaram resposta pelo menos 20 vezes superior à do grupo controle. Na média, o grupo apresentou 54 vezes mais anticorpos contra o antígeno que o grupo controle”, indica Marcelo Müller dos Santos, professor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFPR e um dos responsáveis pelo estudo.

Com relação à adição do Adjuvante de Freund, não houve um efeito promotor na resposta imune contra as partículas de PHB carregadas com antígeno. O grupo de animais inoculados com partículas e adjuvante apresentaram 37 vezes mais anticorpos do que o grupo controle, mas ainda assim abaixo do grupo imunizado sem o adjuvante. O professor comenta que ainda é necessário entender por que o adjuvante não aumentou a resposta imune das partículas. “Entretanto, se confirmado que a imunização com partículas de PHB não necessita de adjuvantes, pode ser um fator de economia bastante importante na produção de uma futura vacina aplicando essa tecnologia”.

Foto: arquivo UFPR

Para Santos, os resultados desse primeiro ensaio pré-clínico foram um primeiro passo e mostraram que é possível que as partículas de PHB carregadas com antígenos sejam utilizadas como veículo para imunização contra infecções virais como a Covid-19. “Nos testes seguintes, analisaremos a reprodutibilidade desses resultados, o efeito do tamanho das partículas e da carga de antígeno”, explica.

A próxima etapa também verificará se a via de imunização intranasal será eficiente. Caso os resultados sejam positivos, os pesquisadores buscarão saber se os soros dos animais imunizados neutralizam a infecção do novo coronavírus em cultura de células, que é um passo fundamental para provar a eficácia do imunizante.

Na equipe de cientistas trabalhando na vacina também estão os professores de Bioquímica Emanuel Maltempi de Souza e Guilherme Lanzi Sassaki, o professor de Patologia Básica Breno Castello Branco Beirão, o biólogo do Centro de Ressonância Magnética Nuclear da UFPR Arquimedes Paixão de Santana Filho, os pós-doutorandos Maritza Araújo Todo Bom, Luis Paulos Silveira Alves e a mestranda Maria Luisa Terribile Budel.

Informações UFPR.