Abastecimento na RMC: Chuva a ‘conta gotas’ em fevereiro preocupa Sanepar

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A previsão é que a estiagem se estenda pelo menos até o fim de abril, devido à presença do fenômeno La Niña

A pouca chuva que caiu até o momento em fevereiro em Curitiba e região metropolitana deixa em alerta a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Nesta terça-feira (23), o volume de água nas represas era de 47,44%, em uma tendência de queda, muito por conta da falta de precipitação, já que até este dia 23 choveu cerca de 28 mm, quando a média para o mês é de cerca de 140mm. A previsão é que a estiagem se estenda pelo menos até o fim de abril, devido à presença do fenômeno La Niña.

De acordo com o diretor de Marketing e Comunicação da Sanepar, Hudson José, a situação é de queda em função da falta de chuva. “A gente alertava no fim de janeiro que teríamos um período de seca na segunda quinzena de fevereiro, se prolongando até abril, e isso está acontecendo. A média é de cerca de 140 mm de chuva em fevereiro, mas até o dia 23 só tivemos cerca de 28 mm. Muito dificilmente vamos ter uma quantidade de chuva esperada para o período. A velocidade de queda do nível das barragens tem sido quase de três vezes maior que o de crescimento, porque as chuvas estão muito baixas neste mês”, alertou.

Com a falta de chuva e o volume de água em baixa, o rodízio prossegue sem alteração. “É fundamental que ele seja mantido para se poder preservar a água. A nossa meta era fazer com que o período de maior seca fosse superado e isso aconteceu, sem o rodizio e fontes alternativas de água teríamos entrado em colapso no final do ano. Isso foi importante para a gente poder afastar um rodizio mais rígido ainda. Para o fim do rodízio mais rigoroso, precisamos nos aproximar dos 60% de nível nas barragens”, afirmou o diretor.

Hudson ainda lembrou que a população não pode afrouxar as medidas de economia de água. “O rodizio é um mecanismo fundamental para que se tenha uma reserva para um mínimo de fornecimento e a economia das pessoas também. Hoje, conseguimos nos adaptar, com as pessoas se adaptando para não faltar água e a usando de forma mais racional”, concluiu.

Informações Banda B.

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Contra aumento no preço dos combustíveis, trabalhadores do setor de transportes protestam na Repar

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Contrários ao novo aumento nos preços dos combustíveis, trabalhadores do setor de transportes realizam nesta terça-feira (2) um protesto em frente à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. A mobilização reúne guincheiros, motoboys e motoristas de aplicativos na marginal da Rodovia do Xisto.

Nesta terça-feira (2), a gasolina ficou 4,8% mais cara, ou seja, R$ 0,12 por litro. Com isso, o combustível passou a ser vendido às distribuidoras por R$ 2,60 por litro. O óleo diesel teve um aumento de 5%: R$ 0,13 por litro. Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de botijão ou gás de cozinha, ficou 5,2% mais caro. O preço para as distribuidoras é de R$ 3,05 por quilo (R$ 0,15 mais caro), ou seja R$ 36,69 por 13 kg (ou R$ 1,90 mais caro).

Segundo o guincheiro Reinaldo da Silva Dias, não é viável trabalhar com os preços praticados atualmente. “Agora toda semana isso, toda semana tem aumento. Nós precisamos que baixe, senão como vamos trabalhar? O frete nosso está há sete anos sem reajuste, mas o combustível sempre subindo”, lamentou.

Representante dos motoristas de aplicativo, Arnaldo Milki, também criticou o reajuste. “É o quinto aumento em um ano, não tem com um pai de família levar seu sustento para casa assim”, disse.

A categoria espera que o governo federal reavalie a política de preços que chega ao consumidor.

Informações Banda B.

Prefeitura vai passar a monitorar 804 faixas de trânsito com radar eletrônico em Curitiba

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Atualização do sistema faz parte do programa Muralha Digital

Curitiba vai atualizar o sistema utilizado para a gestão do trânsito. Para melhorar a segurança viária e pública, serão monitoradas com radar eletrônico 804 faixas de trânsito em pontos estratégicos da cidade, o equivalente a 191 locais com equipamentos a serem instalados.

A modernização dos radares de velocidade é um dos pilares que integra o programa da Muralha Digital.

“A tecnologia do sistema e dos novos equipamentos é uma ferramenta a mais no combate a diversas modalidades criminosas, podendo intensificar e proporcionar mais agilidade nas ações desenvolvidas pelas polícias e pela Guarda Municipal”, destaca o secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, Péricles de Matos. 

Com a fiscalização eletrônica, grande parte dos nossos equipamentos conterá um software de segurança que permitirá traçar possíveis rotas de veículos suspeitos.

“Poderemos identificar e traçar padrões de comportamento de todos os veículos que transitarem em vias monitoradas por equipamentos de fiscalização eletrônica”, explica o secretário.

Como funciona

O novo sistema de gestão do trânsito é dividido em dois lotes (um para a região sul e outro para a região norte da cidade), cada um com monitoramento de 402 faixas de trânsito. O lote I ficará sob responsabilidade do Consórcio das Araucárias e o lote II do Consórcio Monitora Curitiba.

Estão previstos dois tipos de equipamento, a depender do local a serem implantados: um deles contém apenas a funcionalidade metrológica para fiscalização de excesso de velocidade permitida e outro que, além dessa função, contempla avanço de sinal, parada sobre a faixa de pedestre, conversão ou retorno proibidos, tráfego em faixa exclusiva para ônibus e deixar de conservar o veículo em faixa a ele destinada.

Tecnologia

A tecnologia de todos os novos equipamentos passa a ser no modelo mais atual: não intrusiva (por ondas doppler). É diferente do método pelo qual funcionam os radares instalados há mais de dez anos na cidade, ativados por laços magnéticos, o que causa uma maior interferência no pavimento.

A mudança proporciona uma maior cobertura dos veículos em cada faixa de trânsito, além de maior facilidade e rapidez no remanejamento e na manutenção do dispositivo eletrônico.

A superintendente de Trânsito, Rosangela Battistella, ressalta a relevância desse sistema de radares para inibir infrações de trânsito e reduzir o risco de tragédias.

“A cada vez que temos um acidente grave envolvendo abuso do motorista em exceder a velocidade ou em avançar o sinal vermelho, aumenta a cobrança da sociedade sobre uma maior atuação do poder público. Os equipamentos de fiscalização eletrônica cumprem esse papel”, pontua ela.

Instalação prevista e novos contratos

Com os consórcios vencedores da licitação, a Superintendência de Trânsito (Setran) está fazendo o levantamento de cruzamentos e trechos previstos para instalação dos radares. A infraestrutura para os novos equipamentos que compõem o sistema de trânsito começa a ser instalada nas próximas semanas.

“A próxima fase é a elaboração do projeto executivo pelas empresas, que deve ser aprovado pela Defesa e Trânsito. E, na sequência, começa então a migração para o novo sistema com a instalação concreta dos equipamentos”, explica a superintendente. 

Vencedores do certame, que foi dividido em dois lotes, o Consórcio Monitora Curitiba (empresa líder Velsis e consorciada Dataprom) e o Consórcio das Araucárias (empresa líder Perkons e consorciada Fiscal Tech) são os responsáveis pela implantação e manutenção de todo o sistema, que substituirá os atuais radares instalados nas vias da cidade.

O projeto tem apoio técnico do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), laboratório com expertise contratado para fazer os testes de campo, e da Superintendência de Tecnologia da Informação (SIT) da Prefeitura para os testes de software. Além disso, a Viação Gloria cedeu um ônibus para os testes de campo.

Contrato

O novo contrato para a gestão do trânsito na cidade é válido por 30 meses, podendo ser prorrogável por igual período. A licitação foi retomada em agosto de 2020, oito meses após decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinando a suspensão temporária do processo.

Lançado inicialmente em dezembro de 2019, o edital para contratação do serviço teve representação de empresas participantes do processo e foi suspenso pelo TCE durante aquele mês. A autorização para continuidade do processo licitatório foi anunciada pelo TCE no dia 15 de julho de 2020.

Tripé da segurança

O programa Muralha Digital, lançado pela Prefeitura de Curitiba, é composto de um tripé entre o sistema de monitoramento do poder público, câmeras privadas e radares. O videomonitoramento da cidade inclui equipamentos com reconhecimento facial, panorâmicas e térmicas que já começaram a ser instalados em pontos estratégicos.

O compartilhamento de imagens de empresas da iniciativa particular e cidadãos que tenham esse interesse está previsto na lei municipal de videomonitoramento nº 15.405/2019.

A Muralha Digital é inspirada em grandes cidades que já têm esse método funcionando, como Jerusalém, Tel Aviv, Chicago e Barcelona.

Informações Banda B.