Samu, Siate e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são os principais serviços responsáveis pelo atendimento de situações de urgência e emergência em Curitiba. Para agilizar o socorro, é importante saber qual serviço acionar e como proceder enquanto a equipe não chega.
As UPAs atendem casos de urgência e emergência de média complexidade. As unidades funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. O atendimento começa com uma triagem clínica feita pela equipe de enfermagem e, depois, segue por ordem de prioridade clínica, conforme a avaliação médica.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atende pelo telefone 192 e deve ser acionado em casos de urgências e emergências clínicas, como infartos, acidentes vasculares cerebrais, dificuldades para respirar e dores abdominais, entre outras queixas.
Já o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), vinculado ao Corpo de Bombeiros, deve ser chamado pelo telefone 193 em situações de trauma e resgate.
A orientação é procurar o serviço adequado para agilizar o atendimento. Porém, caso a ligação seja feita para o número incorreto, a própria central encaminhará o chamado à equipe responsável.
“Caso você tenha uma situação de emergência ou uma dúvida, ligue para o telefone 192. Nossa equipe médica vai fazer as perguntas adequadas e direcionar o melhor serviço para você. Seja enviando uma ambulância ou orientando que busque a unidade de pronto atendimento mais próxima”, afirma o enfermeiro do Samu, Vitor Oliveira Cambuy Castilho, 26 anos.
A diretora do Departamento de Urgência e Emergência de Curitiba, enfermeira Ester do Nascimento Ribas, destaca a importância de conhecer o funcionamento dos serviços. “É fundamental que as pessoas conheçam como esses serviços funcionam, visto que nas situações de urgência e emergência, quando a preocupação e ansiedade tomam conta de familiares ou de outras pessoas presentes durante a situação, tudo fica nebuloso”, ressalta.
Após a ligação para o Samu, a ocorrência começa a ser avaliada na Central de Regulação. A chamada é direcionada para a central de teleatendimento, onde um profissional coleta informações sobre o endereço e sobre a pessoa que precisa de atendimento.
Na sequência, a ligação é encaminhada a um médico regulador, que faz novas perguntas para identificar a prioridade do caso. Essa triagem é realizada por telemedicina e busca avaliar o grau de gravidade da situação. Depois da avaliação, é definido o tipo de ambulância que será enviado ao local.
Enquanto aguarda a chegada da equipe, a principal orientação é seguir as instruções médicas e permanecer com o paciente. “Assim que chegar a nossa equipe, faremos perguntas específicas para entender o que aconteceu e o que decorreu dessa situação e iniciaremos com o nosso atendimento e encaminhamento desse paciente”, diz Vitor Oliveira Cambuy Castilho.
Ao ligar para o serviço de urgência e emergência, pelos telefones 192 ou 193, é necessário informar principalmente o endereço da ocorrência e apresentar um documento da pessoa que precisa do atendimento. Esses dados são essenciais para que a equipe realize o atendimento e faça o encaminhamento correto.
Se o paciente já tiver vínculo com algum hospital ou apresentar um problema de saúde relacionado aos sintomas, também é importante deixar disponíveis documentos de alta ou outros registros que relacionem o atendimento ao serviço hospitalar onde ele é acompanhado.
Depois da avaliação, a equipe define o destino do paciente. Nos casos graves, a pessoa é levada de ambulância diretamente para um hospital. Em situações de média ou baixa complexidade, o transporte é feito até uma UPA para atendimento médico. Se for necessário, o paciente poderá ser transferido posteriormente para um hospital.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
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