O Laboratório Municipal de Curitiba realiza cerca de 8,7 milhões de exames por ano para apoiar o diagnóstico de doenças, o acompanhamento de tratamentos, a identificação de riscos e a tomada de decisões pelas equipes do Sistema Único de Saúde (SUS). Vinculado à Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o complexo é considerado a maior e mais moderna estrutura do tipo no Sul do Brasil.
Além de contribuir para o atendimento individual dos pacientes, os resultados dos exames ajudam a monitorar doenças, apoiar a vigilância epidemiológica, planejar ações e definir políticas públicas para o município.
Localizado no bairro Novo Mundo, o Laboratório Municipal realiza 137 tipos de exames em materiais biológicos como sangue, urina, fezes e secreções. As amostras são encaminhadas pelas 109 Unidades de Saúde, nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Hospital do Idoso Zilda Arns e Centro Médico Bairro Novo.
A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, afirma que o laboratório participa de diferentes etapas do cuidado oferecido pelo SUS Curitiba.
“Por trás de cada resultado do Laboratório Municipal de Curitiba existe uma equipe altamente qualificada e uma estrutura tecnológica que dá segurança aos nossos profissionais da rede do SUS Curitiba para tomar decisões e cuidar das pessoas. O Laboratório Municipal é estratégico porque conecta a Atenção Primária, a urgência, os hospitais e a vigilância. É tecnologia e conhecimento trabalhando a serviço da vida”, afirma Tatiane.
Diariamente, cerca de 12 mil tubos de sangue chegam à unidade, que pode realizar até 38 mil exames por dia. Somente os equipamentos da área de Bioquímica têm capacidade para processar 2 mil testes por hora.
Entre os dez exames mais solicitados estão hemograma, creatinina, glicose, colesterol, HDL, LDL, triglicerídeos, TSH, vitamina B12 e hemoglobina glicada. Segundo a coordenadora de Apoio e Diagnóstico do Laboratório Municipal, Tatiane Mendes Boutin Bartneck Telles, essas análises são importantes tanto para investigar problemas de saúde quanto para acompanhar pacientes com doenças crônicas e avaliar a resposta aos tratamentos.
Nas amostras enviadas pelas UPAs e pelos hospitais, o tempo médio para a liberação dos resultados, contado a partir da chegada do material ao Laboratório Municipal, é de aproximadamente uma hora. Alguns exames são concluídos em menos tempo. A gasometria, utilizada para avaliar parâmetros importantes do organismo em situações que podem exigir decisões clínicas imediatas, tem tempo médio de liberação de 16 minutos.
Automação no processamento
A agilidade no processamento é possível devido ao uso de equipamentos de alta capacidade e plataformas automatizadas, que permitem analisar um grande volume de amostras com precisão e segurança.
Uma das estruturas do complexo é a GLP, linha automatizada formada por uma esteira de 40 metros de comprimento. O sistema transporta os tubos de sangue entre as etapas de processamento de exames como glicose, colesterol, hormônios da tireoide e HIV.
Os tubos são acomodados individualmente em pequenos “carrinhos” e percorrem a esteira, sendo direcionados automaticamente para até 24 estações. Entre as etapas estão a retirada das tampas, centrifugação, análise, espera e armazenamento.
Cada tubo pode seguir um percurso diferente, de acordo com os exames solicitados para o paciente. Enquanto uma amostra é analisada, outra pode estar em centrifugação e uma terceira aguardando a próxima etapa. Todo o processo ocorre de forma integrada e rastreável.
Outro equipamento utilizado no laboratório é o Maldi-Tof, que identifica microrganismos, como bactérias e fungos, presentes em amostras de pacientes com suspeita de infecções urinárias e outras infecções.
A partir da análise da urina, o equipamento identifica o microrganismo responsável pela infecção. A tecnologia contribui para transformar uma suspeita clínica em uma informação mais precisa para orientar a conduta médica, além de ajudar na escolha adequada dos medicamentos, especialmente dos antibióticos.
Profissionais
Os equipamentos são acompanhados por 116 profissionais, responsáveis por monitorar as etapas, validar processos, verificar resultados e garantir a confiabilidade das informações destinadas às equipes que atendem os pacientes.
A equipe é formada por analistas clínicos, farmacêuticos bioquímicos, técnicos em enfermagem, técnicos de laboratório, técnicos em patologia clínica, assistentes técnicos, técnicos de manutenção e servidores administrativos.
“É muito gratificante saber que contribuímos para que os profissionais do SUS Curitiba tenham informações confiáveis para chegar a um diagnóstico e definir o melhor cuidado para cada usuário”, afirma Cathia Zuanazzi, farmacêutica bioquímica que atua no monitoramento dos exames processados pela GLP.
Vigilância da saúde da cidade
O trabalho do Laboratório Municipal também contribui para a análise da situação de saúde de Curitiba. Os 8,7 milhões de exames realizados ao longo de um ano, quando avaliados em conjunto, fornecem informações para a vigilância epidemiológica do SUS da capital.
“As informações produzidas diariamente pelo laboratório apoiam a vigilância epidemiológica do SUS da capital e contribuem para identificar a circulação de agentes infecciosos, acompanhar doenças e agravos, observar mudanças no perfil epidemiológico da população e subsidiar estratégias da Secretaria Municipal da Saúde, desde medidas de prevenção e campanhas de saúde até a organização dos serviços e a definição de políticas públicas”, explica o médico Alcides Oliveira, diretor do Centro de Epidemiologia da SMS.
Atendimento aos usuários
Os exames também fazem parte do atendimento diário aos usuários do SUS Curitiba. A aposentada Maria Helena de Arruda Trindade, de 62 anos, moradora da CIC, procurou a Unidade de Saúde Tancredo Neves, próxima de sua residência, onde uma consulta apontou a suspeita de cálculos renais.
Os exames de urina realizados pelo Laboratório Municipal ajudaram a determinar a gravidade do quadro. Maria Helena foi encaminhada para procedimentos no Hospital do Idoso e, após a retirada dos cálculos renais, continua sendo acompanhada pela equipe da Unidade de Saúde Tancredo Neves.
“Desde o atendimento na Unidade de Saúde, passando pelos exames que confirmaram as pedras nos rins e pelas sete cirurgias no Hospital do Idoso, fui muito bem tratada. Em todos os lugares encontrei pessoas que cuidaram muito bem de mim. Só tenho a agradecer por todo o atendimento que recebi da Prefeitura de Curitiba”, conta Maria Helena.
Os resultados dos exames ficam disponíveis para os usuários no aplicativo Saúde Já Curitiba. Os dados também passam a integrar o prontuário eletrônico do paciente no SUS Curitiba, permitindo que as equipes da rede municipal consultem o histórico durante o acompanhamento.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
📲 Receba as notícias de Curitiba no WhatsApp!
Participe do grupo do Busão Curitiba e fique por dentro de tudo que acontece na cidade. Entrar no grupo ›



