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Puericultura acompanha crescimento e desenvolvimento de crianças nas unidades de saúde de Curitiba

As consultas de puericultura oferecidas nas Unidades de Saúde da Prefeitura de Curitiba acompanham o crescimento e o desenvolvimento das crianças desde os primeiros dias de vida. O serviço gratuito da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também orienta as famílias, mantém a vacinação em dia, previne acidentes e ajuda a identificar alterações de saúde antes que elas se agravem.

Realizado por equipes multiprofissionais da atenção primária, o acompanhamento avalia aspectos físicos, motores, cognitivos e psicossociais. O trabalho reúne médicos de família, pediatras, profissionais de enfermagem e agentes comunitários de saúde.

“Cuidar da primeira infância é prioridade para a Saúde de Curitiba. A puericultura reflete o compromisso da Prefeitura com uma saúde pública preventiva e humanizada, unindo nossas equipes de saúde para acompanhar a criança desde o nascimento, fortalecer a Atenção Primária e garantir o desenvolvimento integral e a qualidade de vida de todas as famílias”, afirma a coordenadora da Saúde da Criança da SMS, Oksana Maria Volochtchuk.

No primeiro ano de vida, as consultas são mensais. Nesse período, são avaliados o ganho de peso e altura, além do desenvolvimento motor, cognitivo e psicossocial.

O pediatra da Unidade de Saúde Santa Cândida, Khristian Mendez Ribeiro, 55 anos, destaca que o acompanhamento permite agir antes que situações simples se agravem. “A meta da puericultura é manter a criança plenamente saudável em cada fase do seu crescimento. Avaliamos os marcos do desenvolvimento, vacinas e saúde física para que ela chegue à idade adulta com qualidade de vida”, explica.

Segundo a médica de família da Unidade de Saúde Solitude, Joseane Maria Andrade Mouzinho de Oliveira, a integração entre os profissionais ajuda a compreender a realidade das famílias e a oferecer suporte durante as mudanças vividas no período.

“O médico de família conhece o contexto social, o ambiente onde a criança mora e a rotina dos pais desde o pré-natal. Acompanhamos tanto a saúde quanto às intercorrências do dia a dia, trabalhando angústias como o aleitamento materno, por exemplo, e não só quando a criança adoece”, destaca.

Diane da Costa Sousa, 30 anos, mãe de Johnny Policarpo, 11 meses, considera importante o acompanhamento realizado na Unidade de Saúde Solitude. Durante o atendimento, ela descobriu que seria necessário adiantar o parto para preservar a saúde dela e do filho.

“Eu tive diabetes gestacional, minha gravidez era de risco. Ele nasceu de 37 semanas. Então, esse acompanhamento foi bem importante para mim”, relata.

A equipe de enfermagem também atua no acolhimento das famílias, na orientação sobre o calendário vacinal e na busca ativa de pacientes que faltam às consultas.

“Sentimos uma diferença expressiva entre as crianças que mantêm o acompanhamento e aquelas que faltam. Quem vem regularmente adoece menos de causas sazonais e tem o desenvolvimento muito melhor acompanhado. Por isso, fazemos a busca ativa para que nenhuma criança perca esse cuidado”, reforça a enfermeira da Unidade de Saúde Santa Cândida, Marcela Rosa dos Santos, 44 anos.

Diagnóstico precoce evita emergências

A identificação antecipada de doenças é outro objetivo da puericultura. O diagnóstico precoce permite iniciar o cuidado antes que os problemas evoluam para quadros graves.

Ana Carolina Pasdiora, 30 anos, mãe de Benhur Pasdiora Glodes, 8 meses, conta que as preocupações dos primeiros meses foram esclarecidas nas consultas de rotina realizadas na Unidade de Saúde Santa Cândida.

“Ele está aqui desde as duas semanas de idade e com as consultas a gente descobriu até alergias e a gente pôde conter bem rapidinho. O doutor tem acompanhado desde o começo e graças a Deus ele está saudável”, ressalta.

Como funciona o acompanhamento na rede municipal

O acompanhamento é feito por meio de consultas mensais no primeiro ano de vida. No segundo ano, os atendimentos ocorrem a cada dois ou três meses. Entre os 2 e os 5 anos, as consultas são semestrais, com atendimento de intercorrências a qualquer momento. Após os 5 anos de idade, o acompanhamento passa a ser anual.

Nas consultas, são avaliados o ganho de peso e estatura, os marcos motores e neurológicos, o aleitamento materno, a introdução alimentar, a carteira de vacinação e a prevenção de acidentes domésticos.

Após a alta hospitalar em maternidades do SUS, a mãe e o bebê saem com consultas de acolhimento já agendadas na unidade de saúde de referência. O mesmo ocorre com bebês que precisam de internamento em UTIs neonatais do SUS: a alta é acompanhada do agendamento de consulta na unidade de referência.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

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