Proposta em tramitação na Câmara foi modificada para incluir a oferta do exame no Código de Saúde de Curitiba; texto ainda precisa ser aprovado e sancionado.
Gestantes vinculadas à Rede Mãe Curitibana Vale a Vida poderão ter a oferta de ultrassonografia morfológica prevista expressamente no Código de Saúde de Curitiba. A mudança está em um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal desde dezembro de 2025.
A proposta recebeu em julho deste ano um substitutivo geral após recomendações da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Em vez da criação de uma lei específica, o novo texto propõe alterar a Lei Municipal 9.000/1996, que institui o Código de Saúde de Curitiba.
A finalidade original da proposta foi mantida, segundo a Câmara.
As novas regras ainda não estão em vigor. O projeto precisa avançar na Câmara e, se aprovado pelos vereadores, ser sancionado pelo prefeito.
O que prevê o projeto?
A proposta é garantir a oferta gratuita do exame de ultrassonografia morfológica às gestantes vinculadas à Rede Mãe Curitibana Vale a Vida.
O texto também prevê que as gestantes recebam, durante o pré-natal, orientações sobre o direito ao exame e os procedimentos necessários para realizá-lo.
A ultrassonografia morfológica é utilizada para acompanhar o desenvolvimento fetal, identificar possíveis malformações e avaliar condições de risco durante a gestação.
Por que o projeto foi alterado?
A versão original criava uma legislação específica para tratar da oferta do exame.
Após a análise da Comissão de Constituição e Justiça, os autores apresentaram um substitutivo geral.
Com isso, a previsão deixa de ser proposta como uma lei isolada e passa a ser incorporada ao Código de Saúde de Curitiba.
A alteração atende às recomendações feitas durante a tramitação sem, conforme as informações divulgadas pela Câmara, mudar o objetivo central do projeto.
Autores dizem que medida não deve gerar novos gastos
Outro ponto abordado pelos autores é o possível impacto financeiro da proposta.
Segundo estimativa apresentada no projeto, a medida não deverá gerar novos gastos para o Município.
Os autores argumentam que a aquisição de um aparelho de ultrassom, estimada em R$ 215,5 mil, já está prevista no orçamento da Secretaria Municipal da Saúde.
Isso não significa, porém, que o equipamento já tenha sido adquirido. O material divulgado pela Câmara informa apenas que a compra está prevista no orçamento municipal.
Quem apresentou a proposta?
O projeto é de autoria dos vereadores Laís Leão (PDT) e Angelo Vanhoni (PT).
A proposta original tramita sob o número 005.00789.2025, enquanto o substitutivo geral apresentado neste ano recebeu o número 031.00119.2026.
Caso o texto seja aprovado pelo plenário e posteriormente sancionado pelo prefeito, a nova regra deverá entrar em vigor 90 dias após sua publicação oficial.
Até a conclusão da tramitação, portanto, a proposta não altera as regras atualmente em vigor na rede municipal de saúde.
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