Projeto De Nariz para Nariz realizou 362 intervenções em hospitais, UPAs e CAPS de Curitiba, Campo Largo e Fazenda Rio Grande durante 14 meses.
Um projeto de palhaçaria hospitalar alcançou quase 40 mil pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde em unidades do SUS de Curitiba e Região Metropolitana ao longo de 14 meses.
O balanço é da terceira edição do De Nariz para Nariz, desenvolvido pela Associação Nariz Solidário. Entre abril de 2025 e julho de 2026, foram realizadas 362 intervenções cênicas gratuitas em 27 unidades de saúde de Curitiba, Campo Largo e Fazenda Rio Grande.
Segundo a organização, as atividades somaram 1.450 horas de atuação e envolveram 60 palhaços, entre profissionais contratados e voluntários.
Palhaços visitaram hospitais, UPAs e CAPS
As intervenções ocorreram em hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Durante as visitas, os artistas percorrem corredores, enfermarias, salas de espera e outros setores das unidades utilizando técnicas de palhaçaria.
Entre os locais atendidos estão o Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns e o Hospital Infantil Waldemar Monastier, além de UPAs e CAPS.
A técnica em enfermagem Alboni Izabel relata que as visitas também modificam a rotina dos profissionais.
“As mães e as crianças ficam muito felizes e criam uma expectativa, esperando a hora em que eles chegam para brincar. E isso muda o nosso dia também”, afirma.
Projeto realizou 362 intervenções em 14 meses
A terceira edição começou em abril de 2025 e terminou em julho deste ano.
De acordo com o balanço divulgado pela Associação Nariz Solidário, foram:
- quase 40 mil pacientes, acompanhantes e profissionais alcançados;
- 27 unidades públicas de saúde atendidas;
- 362 intervenções;
- 1.450 horas de atuação;
- 60 palhaços envolvidos.
O projeto surgiu durante a pandemia de Covid-19 e posteriormente ampliou a presença em unidades do SUS.
Segundo Eduardo Roosevelt, fundador e diretor artístico da Associação Nariz Solidário, a continuidade permite incorporar a arte aos ambientes de atendimento.
“Falar de uma terceira edição em um projeto como esse é ir além de números, é pensar em dar continuidade para algo que se constrói em coletivo”, afirma.
Artistas também receberam acompanhamento
Além das intervenções nas unidades de saúde, a terceira edição teve atividades de formação para profissionais e voluntários.
Foram realizadas sete oficinas de preparação corporal e Libras, totalizando 104 horas de formação.
O projeto também promoveu oito encontros de acompanhamento terapêutico para os próprios palhaços que participam das atividades.
A biomédica e voluntária Gabriela Cristina explica que os encontros permitem discutir situações vivenciadas durante as visitas.
“É muito necessário falar sobre o que nos marca e como isso influencia em nós, tanto como pessoas quanto como palhaços”, afirma.
Também foram realizadas cinco palestras gratuitas em escolas públicas e seis rodas de conversa sobre palhaçaria, educação e saúde.
Projeto prepara quarta edição
Com o encerramento da terceira edição, a Associação Nariz Solidário afirma que já prepara uma nova etapa do De Nariz para Nariz.
A quarta edição deverá manter as ações nas unidades de saúde nos próximos meses. Os detalhes sobre período, número de unidades e cronograma ainda não foram informados no material divulgado.
Segundo a associação, desde a criação, o De Nariz para Nariz já alcançou mais de 200 mil pessoas.
O projeto é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio de empresas e instituições.
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