Em resposta às possíveis consequências do fenômeno El Niño de 2026, Curitiba instituiu um comitê gestor especial para coordenar ações de prevenção e resposta. Criado pelo prefeito Eduardo Pimentel, o grupo integra diversos órgãos públicos com o objetivo de fortalecer a capacidade de ação da cidade, proteger a população e assegurar uma resposta rápida em situações de emergência.
Estrutura de atuação integrada
O comitê é formado por vários órgãos, cada um com atribuições específicas. A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) lidera as ações, monitora riscos e coordena a resposta em emergências.
A Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop) realiza serviços de limpeza e manutenção de sistemas de drenagem, enquanto a Secretaria do Meio Ambiente (SMMA) foca no mapeamento de áreas de risco e no monitoramento de encostas.
O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) colabora com análises que sustentam decisões do comitê, e as Administrações Regionais garantem que os alertas cheguem à população.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mantém equipes prontas em unidades de atendimento, e a comunicação da Defesa Civil é responsabilidade da Secretaria de Comunicação Social (Secom).
Ações preventivas em andamento
Embora o comitê tenha sido formado para os desafios do El Niño em 2026/2027, várias iniciativas já estão em andamento. Desde 2017, mais de 25 mil pessoas participaram de treinamentos para prevenção de desastres.
O coordenador da Defesa Civil, inspetor Nelson Ribeiro, destaca que Curitiba já possui uma cultura de prevenção e que o comitê visa ampliar essas ações. Ele observa que a previsão para o El Niño é de um evento mais intenso em 140 anos, o que pode resultar em chuvas intensas e ventos fortes.
A cidade possui uma rede de apoio composta por 26 hospitais, 40 empresas e representantes de diversas cidades da Região Metropolitana, além de programas educativos implementados nas escolas.
Tecnologia a favor da segurança
Curitiba também investiu em sistemas de monitoramento avançados. O Sistema de Alerta e Alarme de Prevenção a Desastres integra dados meteorológicos para antecipar riscos e acionar alertas à população.
Com 15 estações meteorológicas e outras ferramentas, a Defesa Civil monitora as condições climáticas em tempo real, facilitando respostas rápidas e efetivas.
Impactos do El Niño
O fenômeno El Niño, que provoca anomalias nas temperaturas do Oceano Pacífico, pode gerar eventos climáticos extremos. Neste contexto, a expectativa é de um aumento significativo na intensidade das chuvas, especialmente na região Sul do Brasil.
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), há uma alta probabilidade de ocorrência do fenômeno em 2026, impactando diretamente estados como Paraná, com possíveis enchentes e deslizamentos.



