Inaugurado em 19 de março, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) do Hospital da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) já mostra resultados expressivos em seu primeiro mês de funcionamento. Com a realização de aproximadamente 8 mil consultas ambulatoriais em mais de 52 especialidades, o AME tem se consolidado como um importante suporte à saúde da região.
Estrutura e Investimento
A nova unidade, que ocupa uma área de 2,9 mil metros quadrados, foi estabelecida com um investimento de R$ 15,4 milhões do Governo do Estado. O AME se destina a atender pacientes de toda a região dos Campos Gerais e também serve como suporte ao treinamento de acadêmicos e residentes.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a construção do AME, que é o primeiro com perfil universitário no Brasil, reforça a política de descentralização da saúde. “Estamos aproximando o atendimento de alta complexidade das pessoas, facilitando o acesso ao que há de mais moderno no SUS paranaense”, afirmou Neves.
Instalações Modernas
O AME conta com 19 consultórios, cinco salas de exames, sala de fisioterapia, auditórios e laboratórios. Além de oferecer especialidades como oftalmologia e otorrinolaringologia, a unidade abriga um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e um Laboratório de Prótese Odontológica.
O reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto, destacou que a parceria com o AME traz benefícios tanto para a universidade quanto para a população: “Estamos ampliando a oferta de consultas referenciadas e estabelecendo um processo gradual para alcançar mais de 15 mil pacientes até o final do ano”, informou.
Humanização e Conforto
O ambiente do AME tem sido bem recebido por todos os envolvidos, incluindo pacientes e profissionais de saúde. Antônio Carlos da Luz, que viaja do distrito de Socavão, em Castro, para tratar leucemia, elogiou a estrutura: “É mais moderno e confortável aqui do que no hospital”, avalia.
Valdinéia Teixeira da Ferreira, também de Socavão, reforçou a importância de um espaço acolhedor para os pacientes. “O ambiente é aconchegante e traz uma sensação de bem-estar, especialmente para quem viaja longas distâncias”, ressaltou.
Eficácia nos Atendimentos
A separação dos fluxos hospitalares no AME é um avanço significativo na prestação de serviços de saúde. Antes da inauguração, os atendimentos ambulatoriais eram realizados no interior do hospital principal, o que dificultava o acesso e a experiência dos usuários.
Com novas instalações, a hematologia, por exemplo, conseguiu dobrar o número de atendimentos. “É um espaço que promove um atendimento de qualidade ao usuário do SUS”, afirmou a hematologista Erica Sabrine Angelo Lisboa.
Fabiana Mansani, diretora-geral dos HUs, resumiu: “É uma alegria ter um espaço amplo, moderno e humanizado, que valoriza nossos pacientes e permite ampliar os atendimentos.”
Atendimento Regional
O AME atende cerca de 1,2 milhão de habitantes em 28 municípios, integrando três Regionais de Saúde (3ª, 4ª e 21ª). Além do AME, a estrutura também inclui o HU, o Hospital Materno-Infantil (Humai) e o Ambulatório Amadeu Puppi. O Estado está investindo em novos projetos, como o Centro Especializado em Reabilitação (CER-IV) e uma nova torre do HU-UEPG.
Expansão da Rede de AMEs
A abertura do AME é parte de uma estratégia do Governo do Estado para fortalecer a regionalização da saúde, reduzindo a necessidade de deslocamentos para consultas. Ao todo, estão previstas a construção de 24 AMEs no Estado, com um investimento total de R$ 320 milhões. As unidades inauguradas até agora incluem cidades como União da Vitória, Curitiba e Cianorte.
Em várias localidades, as obras estão em andamento, com algumas já em estágio avançado. O AME do Hospital Regional do Litoral, por exemplo, apresenta 35,01% de execução, enquanto as construções em Jacarezinho e Cornélio Procópio têm progresso de 83,44% e 70,05%, respectivamente.
Classificação dos AMEs
Os AMEs no Paraná são divididos em tipos, que refletem sua estrutura e capacidade de atendimento. O AME Tipo I possui 37 consultórios e área de aproximadamente 4 mil m², enquanto o Tipo II conta com cerca de 2,5 mil m² e 22 consultórios. Já o Tipo III atende uma média de 5 mil pacientes por mês e tem consultórios multiprofissionais.
