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Paraná registra aumento de 71% na produção de etanol de milho e se destaca como novo polo

O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), publicado nesta quinta-feira (14) pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), traz importantes informações sobre o setor agrícola paranaense, especialmente em relação ao etanol de milho e a dinâmica de preços do leite.

Paraná: Novo Polo de Etanol de Milho

De acordo com a análise técnica do Deral, o Paraná se destaca como emergente polo de etanol de milho. A produção total de etanol no Brasil deve alcançar 40,69 bilhões de litros, representando um aumento de 8,5% em relação ao ano anterior. Deste total, o etanol de milho já responde por 28%, um aumento significativo em relação aos 9% na safra 2020/21.

No estado, a produção de etanol de cana-de-açúcar está projetada em 1,18 bilhão de litros, apresentando uma leve queda de 2,2%. Por outro lado, o etanol derivado do milho deve crescer expressivamente, com produção estimada em 31,54 milhões de litros, um aumento de 71,1% em comparação ao ciclo anterior.

Embora o Paraná ainda não possua um polo consolidado de produção de etanol de milho, os investimentos no setor são promissores, e espera-se que o estado se torne um dos principais produtores nacionais nos próximos anos.

Valorização dos Preços do Leite

O setor leiteiro paranaense experimenta uma valorização significativa. Na primeira semana de maio, o preço do litro de leite subiu 5,2%, alcançando R$ 2,56. Essa alta é impulsionada pela redução sazonal na captação e pelo aumento dos custos de alimentação para o rebanho, resultando em uma oferta menor para as indústrias.

No entanto, os produtores devem ficar atentos à crescente pressão das importações de lácteos, que aumentaram 26,5% no primeiro trimestre de 2026, com produtos de preços competitivos invadindo o mercado interno.

Milho Resiliente Apesar das Condições Climáticas

A safra de milho no Paraná demonstra resiliência frente às recentes oscilações climáticas. O Deral informa que as geadas isoladas não afetaram as lavouras, e 96% da área plantada segue em desenvolvimento. As previsões de chuvas e temperaturas estáveis acima de 8°C para a segunda quinzena de maio contribuem para mitigar os riscos de perdas.

Reorganização no Mercado de Ovos

O mercado de ovos passa por uma reestruturação diante das altas tarifas impostas pelos Estados Unidos, um dos principais importadores. A avicultura brasileira redirecionou seus excedentes para mercados de maior valor, como o Japão, que viu um aumento de 122,9% no faturamento das compras.

Ainda que o volume total exportado pelo Brasil tenha caído 5%, o faturamento aumentou em 16,4%, totalizando US$ 53,942 milhões nos primeiros meses do ano. Mercados como Chile, Emirados Árabes e Senegal também apresentaram crescimento expressivo. O Paraná se destaca como o segundo maior exportador nacional de ovoprodutos, com faturamento de US$ 13,696 milhões no primeiro trimestre.

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