O cinema paranaense celebra mais uma conquista: o longa-metragem “Nem Toda História de Amor Acaba em Morte” foi premiado como Melhor Longa-Metragem e Melhor Atriz, pela interpretação de Gabriela Grigolom, no One Fluid Night LGBTQIA+ Film Festival. A produção recebeu um incentivo de R$ 1,125 milhão por meio do Edital de Produção e Desenvolvimento de Obras Audiovisuais, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) do Governo do Paraná, em colaboração com a Agência Nacional de Cinema (Ancine).
Reconhecimentos em Festivais
Desde sua estreia em abril do ano passado, o filme tem se destacado em diversos festivais. Já conquistou outros prêmios, incluindo Melhor Ator para Octávio Camargo e o título de Melhor Filme pelo Júri Popular na Mostra Competitiva de Longas-Metragens Nacionais do 29.º Cine PE. Adicionalmente, recebeu os prêmios de Melhor Filme pelo Júri Popular na Mostra Competitiva de Longas-Metragens Brasileiros do Rio LGBTQIA+ 2025 e Melhor Roteiro na Mostra de Longas-Metragens do III Cine RO – Festival de Cinema de Rondônia.
Impulsionando o Setor Cultural
A secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, destacou a importância do audiovisual para a economia local. “Temos orientado políticas públicas para expandir as oportunidades na área. É gratificante ver o cinema paranaense sendo reconhecido e levando nossas histórias para o mundo”, declarou.
Inovação na Representatividade
No longa, Gabriela Grigolom desempenha a primeira protagonista surda da cinematografia nacional. Luiz Gustavo Vilela, secretário-executivo da PR Film Commission, reforçou a relevância do filme ao abordar questões de acessibilidade e inclusão. “Essa é uma vitória que ressalta não apenas a qualidade do cinema paranaense, mas também a necessidade de representatividade no audiovisual brasileiro”, afirmou.
Sobre o Filme
O diretor Bruno Costa, junto aos produtores Gil Baroni e Andréa Tomeleri, da Beija Flor Filmes, definiu “Nem Toda História de Amor Acaba em Morte” como uma obra que explora diversas dimensões do amor, incluindo o relacionamento entre mães e filhas. “O filme discute tolerância, algo primordial em nossa sociedade”, comentou Costa.
A trama gira em torno de Lola, vivida por Grigolom, uma jovem atriz surda que enfrenta desafios para criar sua filha enquanto mantém uma companhia de teatro com artistas surdos. O encontro com Sol, interpretada por Chiris Gomes, dá início a um relacionamento que se torna central na narrativa.
Gil Baroni, produtor do filme, enfatizou a relevância da Libras (Língua Brasileira de Sinais) na produção. “Libras é uma língua visual e cinematográfica que precisa ser mais representada no audiovisual brasileiro”, concluiu.
