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Projeto de lei no Paraná propõe incluir animais de estimação em medidas protetivas contra violência doméstica

Deputado Marcelo Rangel (PSD).

Um novo projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Marcelo Rangel (PSD), vice-líder do governador Ratinho Júnior na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), visa ampliar a proteção às vítimas de violência doméstica, incluindo animais de estimação nas medidas protetivas de urgência.

Medidas Propostas para Animais

Protocolada nesta quinta-feira (9), a proposta visa garantir que cães, gatos e outros animais com vínculo afetivo com a vítima possam ser protegidos judicialmente. A medida reconhece o papel significativo desses animais na dinâmica familiar, permitindo que as autoridades estendam as proteções já existentes à sua situação.

Afastamento e Proteção

Entre as medidas que podem ser aplicadas estão o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato com o animal e a garantia de que este permaneça sob os cuidados da vítima ou de outra pessoa designada. Além disso, há a possibilidade de abrigamento provisório, com o suporte de órgãos públicos e entidades protetoras de animais.

Início das Ações e Parcerias

O projeto também determina que autoridades policiais, o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Poder Judiciário devem verificar a presença de animais no início de cada ocorrência. A medida autoriza ainda o Poder Executivo a estabelecer parcerias com municípios, universidades e organizações da sociedade civil para fornecer atendimento adequado aos animais afetados.

Justificativa do Deputado

Na justificativa, Rangel menciona a “Teoria do Elo”, que sugere uma conexão entre a violência contra animais e contra pessoas. Segundo ele, agressores costumam utilizar os animais como forma de ameaça e controle, o que pode dificultar a denúncia pelas vítimas.

Um Reconhecimento Necessário

Rangel argumenta que a proposta reconhece a realidade da “família multiespécie”, na qual os animais de companhia integraram o núcleo afetivo. A iniciativa busca romper o ciclo de violência, protegendo tanto as vítimas humanas quanto os animais que fazem parte desse contexto.

Integração com Legislações Existentes

Além disso, a proposta se alinha com legislações vigentes, como a Lei Maria da Penha e a Lei de Crimes Ambientais, sem alterar diretamente essas normas, mas ampliando sua aplicação no estado.

Baixo Custo e Eficácia

A iniciativa é considerada de baixo custo, estando baseada em ajustes procedimentais e na articulação entre as instituições já presentes na rede de proteção.

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