Pesquisas de janeiro e março mostram oscilações em cenários distintos e indicam que disputa ainda está aberta
A corrida pelo Governo do Paraná em 2026 ainda está longe de uma definição. As pesquisas divulgadas pelo Instituto Paraná Pesquisas entre janeiro e março mostram Sergio Moro na liderança em diferentes cenários, mas também indicam oscilações importantes conforme os adversários apresentados.
Em janeiro, Moro apareceu com 41,6% em um cenário de primeiro turno contra Alvaro Dias, Requião Filho, Guto Silva e Luiz França. Em outra simulação de segundo turno, contra Guto Silva, o senador chegou a 61,5% das intenções de voto.
Já em março, Moro registrou 44% em um cenário contra Requião Filho, Alexandre Curi, Giacobo, Guto Silva e Luiz França. Em outro cenário, com Rafael Greca na disputa, ficou com 40,1%.
Embora os números mostrem variações relevantes, é importante considerar que os cenários comparados são diferentes e foram realizados em momentos distintos, com nomes diferentes na disputa.
Por isso, a comparação direta entre janeiro e março deve ser feita com cautela.
Moro segue competitivo, mas enfrenta novos desafios
Mesmo com oscilações, Moro continua liderando todos os cenários de primeiro turno apresentados pelo instituto e também mantém vantagem nas simulações de segundo turno.
Em janeiro, por exemplo, o senador tinha 56% contra Alexandre Curi, 55,9% diante de Requião Filho, 52% contra Rafael Greca e 61,5% em um eventual segundo turno contra Guto Silva.
Os dados indicam que Moro permanece como um dos nomes mais fortes da disputa, mas também apontam que sua margem de vantagem pode diminuir conforme outros candidatos ganham visibilidade.
A entrada de novos adversários, especialmente ligados ao grupo do governador Ratinho Junior, tende a mudar o equilíbrio eleitoral ao longo dos próximos meses.
Grupo de Ratinho Junior ainda pode redefinir a disputa
Outro fator importante é que o grupo político de Ratinho Junior ainda não definiu oficialmente quem será seu candidato ao Governo do Paraná.
Entre os nomes mais citados estão Alexandre Curi, Guto Silva e Rafael Greca.
Em janeiro, Alexandre Curi aparecia com 10,6% em um cenário estimulado de primeiro turno, enquanto Guto Silva tinha 5,7% e Rafael Greca aparecia com 17,5%.
Já em março, Alexandre Curi subiu para 11,3% em um dos cenários, Guto Silva apareceu com até 5,5% e Rafael Greca alcançou 19,1%.
Os números mostram crescimento gradual desses nomes e reforçam que a definição do candidato apoiado pelo governador pode alterar o cenário eleitoral.
Ratinho Junior também segue com forte capital político no Estado e deve ter peso importante na transferência de votos.
Rejeição e alianças ainda serão decisivas
Outro ponto relevante para a disputa é a rejeição dos candidatos.
Na pesquisa de março, Requião Filho aparece com a maior rejeição, de 33,7%, enquanto Moro registra 18,3%.
Isso significa que, apesar das oscilações, Moro ainda mantém espaço para crescimento e continua sendo um nome competitivo.
Ao mesmo tempo, a formação de alianças, a escolha dos candidatos ao Senado e o apoio de lideranças regionais ainda devem influenciar diretamente a corrida pelo Palácio Iguaçu.
Como ainda faltam vários meses para o início oficial da campanha, o cenário permanece aberto e sujeito a mudanças.
As pesquisas citadas estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral sob os números PR-08451/2026 e PR-06254/2026.
