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Comissão aprova PEC que classifica carreiras de segurança como atividade de risco e assegura aposentadoria especial

19/03/2026 – 16:35  

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Deputada Coronel Fernanda, relatora da PEC na CCJ

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (17), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/24. Esta proposta reclassifica o trabalho de policiais, bombeiros e guardas municipais como atividade de risco, oferecendo-lhes melhor proteção e benefícios previdenciários.

Proteções e Benefícios para Servidores

A nova classificação visa oferecer aos profissionais segurança contra demissões arbitrárias e interferências políticas. Além disso, define regras de aposentadoria e pensão, modificando a reforma da previdência de 2019, que já havia estabelecido requisitos de idade mínima para aposentadorias.

Regras de Aposentadoria

A PEC propõe que, até que uma nova lei complementar seja aprovada, os servidores que ingressaram antes da reforma de 2019 poderão se aposentar com o salário integral e ter os mesmos reajustes dos servidores ativos. Os homens poderão se aposentar aos 53 anos e as mulheres aos 50, após 30 e 25 anos de contribuição, respectivamente.

Pensão por Morte e Acúmulo

O texto também prevê mudanças significativas nas pensões. Em caso de incapacidade permanente, o servidor terá direito a receber o valor integral da sua remuneração. Na pensão por morte, a cota familiar aumentará de 50% para 70% do valor da aposentadoria, com o benefício ao cônjuge sendo vitalício e integral, independentemente da causa da morte.

Além disso, a proposta permite que os profissionais acumulem mais de uma pensão por morte dentro do mesmo regime de previdência, uma prática anteriormente proibida.

Justificativa da Proposta

A PEC é de autoria da deputada Antônia Lúcia (Republicanos-AC), que justifica as mudanças como uma forma de compensar a intensa exposição aos riscos diários enfrentados pelos profissionais. A relatora da proposta na CCJ, deputada Coronel Fernanda (PL-MT), apresentou parecer favorável.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra

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