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Missão do Paraná na Nova Zelândia termina com balanço positivo de parcerias em ciência

Recentemente, o Governo do Paraná concluiu uma missão institucional na Nova Zelândia, promovendo parcerias estratégicas com universidades, centros de pesquisa e órgãos governamentais. A comitiva, composta por representantes da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e do Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark), realizou uma agenda de dez dias focada em biotecnologia, agropecuária, genômica e inovação no agronegócio, encerrando suas atividades no último dia 18.

Visitas e Encontros Promissores

A programação incluiu visitas a instituições renomadas, como as universidades de Auckland, Tecnologia de Auckland, Waikato, Massey, Otago, Canterbury e Lincoln. Durante os encontros, a delegação teve a oportunidade de conversar com pesquisadores e conhecer estruturas experimentais que integram ciência, tecnologia e produção. Além disso, foram realizadas reuniões em órgãos do governo neozelandês, ampliando o diálogo sobre desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa e cooperação.

Modelo de Integração: Um Exemplo a Seguir

Um dos pontos destacados durante a visita foi o modelo de integração entre universidades e o setor produtivo na Nova Zelândia. As instituições neozelandesas estruturam seu ensino e pesquisa para abordar desafios concretos nas áreas de produção agrícola, sustentabilidade e gestão territorial. Os debates incluiram temas como monitoramento de ecossistemas de água doce, inovação em cadeias agroalimentares e tecnologias geoespaciais aplicadas à agricultura.

Marcos Aurélio Pelegrina, diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, enfatizou que esse modelo se alinha diretamente com as políticas do Paraná. “As universidades atuam como produtoras de conhecimento e plataformas de articulação com o setor produtivo, o que apresenta importantes sinergias com nossas iniciativas estaduais”, afirmou.

Transformação em Parcerias Eficazes

Pelegrina ressaltou a intenção de transformar os contatos estabelecidos em colaborações efetivas. “Planejamos lançar uma chamada pública de cooperação científica, apoiando projetos conjuntos entre pesquisadores paranaenses e seus parceiros internacionais”, declarou.

Avanços em Genômica e Biotecnologia

As discussões também avançaram no campo da genômica e biotecnologia, com destaque para o Projeto Genomas Paraná. Esta iniciativa pode beneficiar o estado com a troca de conhecimentos sobre sequenciamento genético e bioinformática, impactando as áreas de saúde, agricultura e indústria.

Michel Jorge Samaha, coordenador da Unidade Executiva do Fundo Paraná na Seti, observou que a missão foi crucial para a internacionalização do Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia. “Mais que um exercício diplomático, a visita reafirma a importância de universidades conectadas aos desafios contemporâneos”, comentou.

Instituições em Destaque e Programas de Intercâmbio

No Instituto Riddet, centro de excelência em pesquisa de alimentos, a delegação paranaense conheceu inovações em tecnologia e produção alimentar. A visita incluiu também o laboratório FoodPilot, da Universidade Massey, especializado em processamento de alimentos.

A relação institucional entre Paraná e Nova Zelândia vem se fortalecendo desde 2024, com a assinatura de um memorando de entendimento para criar uma rede internacional de cooperação entre as universidades estaduais do Paraná e as instituições neozelandesas. O estado também mantém o programa de intercâmbio Ganhando o Mundo, que envia alunos da rede pública para um semestre de estudos na Nova Zelândia.

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