A recente decisão do Irã de restringir o tráfego no Estreito de Ormuz, vital para o comércio global de petróleo, levou o presidente dos EUA, Donald Trump, a solicitar apoio dos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Essa situação gera tensões entre Washington e a aliança militar, além de impactar significativamente o mercado petrolífero.
Tensão no Estreito de Ormuz
- O Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo de Omã ao Golfo Pérsico, é responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente.
- A resposta do Irã aos ataques dos EUA e Israel resultou no fechamento temporário do estreito, impedindo o trânsito de petroleiros da região.
- A última atualização do governo iraniano informa que a passagem está operando sob “condições especiais”, permitindo a navegação de alguns navios.
- A crise já impactou os preços do petróleo, com o barril tipo brent superando os US$ 100.
- Trump anunciou que os EUA planejam escoltar embarcações na área, embora os esforços não tenham se concretizado.
No último sábado (14/3), Trump fez um apelo internacional, pedindo que países afetados pelo bloqueio enviassem navios de guerra ao estreito. Na sua mensagem, ele citou explicitamente nações como China e Japão.
“Muitos países, especialmente os afetados pelo fechamento iraniano, enviarão navios de guerra para garantir a segurança do estreito”, afirmou Trump em uma rede social.
Em resposta, ele advertiu os membros da OTAN sobre possíveis consequências negativas para a aliança caso seu pedido não fosse atendido.
“Se não houver uma resposta positiva, será muito ruim para o futuro da OTAN”, declarou ao Financial Times.
Posicionamento da União Europeia
A resposta da Europa, porém, não atendeu às expectativas de Trump. O Conselho de Relações Exteriores da União Europeia rejeitou a ideia de uma missão conjunta ao estreito, destacando que “não é uma guerra da Europa”, conforme a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas.
“Ninguém deseja se envolver ativamente nesta guerra, pois é uma questão regional”, enfatizou Kallas após o encontro dos chanceleres da UE.
Países como Itália, Grécia e Alemanha também se mostraram relutantes em participar. A Alemanha, através do porta-voz governamental, reiterou que a OTAN não possui um mandato para mobilização nesse contexto.
“A OTAN existe para a defesa de seus membros; não há base legal para mobilizá-la”, afirmou Stefan Kornelius.
Enquanto isso, o primeiro-ministro do Reino Unido mencionou que uma discussão sobre um “plano coletivo” para o estreito estava em andamento, mas não confirmou o envio de forças.
Frustração de Trump
Frustrado pela falta de apoio europeu, Trump expressou sua decepção com os aliados da OTAN. “Estamos protegendo-os há 40 anos, e agora, em uma situação menor, não querem se envolver?”, questionou.
Apesar das críticas, o presidente afirmou que algumas nações manifestaram disposição para ajudar, embora não tenha detalhado quais seriam.
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