O Governo do Estado, através da Secretaria da Saúde (Sesa), tem investido na capacitação de profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) visando melhorar o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Essa medida busca garantir um suporte mais eficaz às famílias durante os primeiros anos de vida, quando surgem os primeiros sinais de atraso no desenvolvimento infantil.
Investimentos em Capacitação
Desde 2018, um total de R$ 3,3 milhões foi aplicado na formação de 670 profissionais na área do autismo. A capacitação, coordenada pela Escola de Saúde Pública do Paraná, destaca-se pela parceria com o Scott Center for Autism Treatment, ligado ao Florida Institute of Technology, conhecido pela sua expertise no assunto.
Visão do Secretário Estadual
O secretário da Saúde, Beto Preto, enfatiza a importância desse investimento. “A Atenção Primária é a porta de entrada para a saúde. Com profissionais qualificados, garantimos que o suporte comece de forma adequada e no tempo certo. Isso fortalece a rede e oferece mais segurança aos pais que buscam ajuda no SUS”, declarou. Ele também ressaltou que a transformação da capacitação em uma política permanente reafirma o compromisso do Estado com um atendimento pleno e humanizado.
Capacitação Multiprofissional
As iniciativas têm abrangido várias categorias profissionais. O curso de Análise do Comportamento Aplicada (ABA) formou profissionais de 80 municípios e o Curso de Aperfeiçoamento em Avaliação e Atendimento capacitou 326 profissionais em 140 municípios, abrangendo todas as 22 Regionais de Saúde. Entre os participantes, 71% são médicos ou enfermeiros, evidenciando a prioridade dada ao atendimento inicial nas UBS.
Os cursos vêm sendo ampliados, abrangendo capacitação para pais e cuidadores, além de aulas presenciais com docentes internacionais. A Sesa tem subsidiado gastos como alimentação e hospedagem para garantir que profissionais de diversas regiões possam participar.
Atendimento e Especialização
Com a formação adequada, muitos casos podem ser tratados diretamente nas UBS, possibilitando um encaminhamento mais preciso quando necessário. Isso ajuda a organizar o fluxo do sistema de saúde, direcionando os serviços especializados para casos de maior complexidade.
Política Estadual para o TEA
A política estadual foi reforçada com a criação da Lei 19.584/2018, que estabelece diretrizes para o atendimento às pessoas com TEA. Além disso, a Resolução nº 1681/2025, da Secretaria da Saúde, institui o Programa Estadual de Apoio às Pessoas com Suspeita ou Diagnóstico de TEA, que contará com um investimento anual de R$ 43,4 milhões, abrangendo 301 municípios e 363 equipes de atendimento já capacitadas. Estas equipes expandirão as ações e serviços de tratamento e reabilitação voltados a pessoas com Deficiência Intelectual e/ou TEA.
