O assassinato de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, marca uma reviravolta significativa na dinâmica do regime iraniano e suas consequências no Oriente Médio. Especialistas analisam se esta mudança pode provocar uma desestabilização da estrutura vigente.
Análise de William Waack
William Waack compara Khamenei ao Ayatollah Khomeini, fundador da Revolução Iraniana. Segundo Waack, enquanto Khomeini simbolizava a revolução, Khamenei refletia a consolidação e a burocracia do regime. Sua saída não necessariamente ameaçaria a estabilidade do governo, dado que “o indivíduo não é tão relevante neste caso”.
Críticas à visão americana
Waack refutou a visão de que as decisões no Irã são principalmente teológicas, como sugerido por alguns políticos americanos. Ele argumentou que “as decisões são geopolíticas, orientadas pela segurança nacional” e não unicamente religiosas. O especialista alertou que os Estados Unidos têm limitada capacidade de influenciar a sucessão no Irã, e uma possível desestabilização poderia criar um vácuo perigoso na região.
Consequências econômicas
Em relação ao impacto econômico, particularmente no Estreito de Ormuz, Waack previu um aumento nos preços de energia, mas não ao nível das crises petrolíferas da década de 1970. A OPEC Plus já está aumentando a produção para mitigar os efeitos do que ele chamou de “gargalo em Hormuz”.
Riscos de desintegração
Waack finalizou ressaltando os perigos da desintegração do Irã, que é um país diverso etnicamente. Ele enfatizou que a unidade é mantida pela força de um governo central, apontando que sem essa centralização, o país poderia se fragmentar.
Matéria completa em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/waack-explica-como-fica-o-ira-apos-o-assassinato-do-lider-supremo-khamenei/
