Alireza Arafi foi designado, neste domingo (1°/3), como novo membro jurista do Conselho dos Guardiões, o órgão responsável pela liderança temporária do Irã e pela escolha de um sucessor para o falecido líder supremo, Ali Khamenei, que morreu no último sábado (28/2).
Além de Arafi, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o chefe do judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, também assumem funções no governo interino.
Conforme o Artigo 111 da Constituição iraniana, um conselho de transição é formado após a morte do líder supremo até que a Assembleia de Peritos, composta por líderes religiosos, eleja um novo mandatário.
Esse conselho permanecerá ativo até que os 88 membros da Assembleia de Peritos realizem a escolha, o que adiciona um elemento importante à política iraniana em um momento de instabilidade.
Ataques de EUA e Israel
- Uma recente ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã resultou em 201 mortes e 747 ferimentos, segundo a imprensa local. Os ataques começaram na madrugada de sábado.
- O ministro da Defesa de Israel informou que o objetivo era “eliminar ameaças”, nomeando a operação de “Fúria Épica”.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a ação pretendia neutralizar perigos representados pelas armas nucleares iranianas, levando o regime a retaliar contra bases americanas na região.
Morte de Khamenei e Sucessão
De acordo com a agência de notícias Fars, Khamenei foi “martirizado” enquanto estava em seu escritório em Teerã. Trump já havia confirmado a notícia, descrevendo Khamenei como uma figura “perversa” e convocando os iranianos a “recuperar” seu país.
Especialistas acreditam que a intenção do ataque é provocar uma mudança de regime, mas a possibilidade disso acontecer é considerada baixa. O principal candidato à sucessão é Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido líder, visto como uma figura importante na Guarda Revolucionária Islâmica.
“A continuidade ideológica do regime seria garantida”, afirma João Alfredo Lopes Nyegray, professor de Relações Internacionais da PUCPR.
O professor enfatiza que a estrutura do regime dificulta mudanças significativas. Além disso, a situação é complexificada pela incerteza sobre as lideranças que permanecem ou foram eliminadas no ataque. A agência Al Jazeera reportou que a filha, o genro e o neto de Khamenei também podem ter sido mortos, mas os nomes não foram divulgados.
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