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Especialistas da ONU pedem justiça às vésperas do julgamento do caso Marielle no STF

Um grupo de especialistas em direitos humanos da ONU clama por um julgamento que promova justiça e reparação para as vítimas do crime cometido no Rio de Janeiro em 2018. O clamor é um reflexo do que os peritos chamam de “racismo sistêmico, discriminação estrutural e violência” presentes no Brasil.

O apelo foi emitido na última segunda-feira em Genebra, durante uma declaração do Conselho de Direitos Humanos, e destaca os assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. O julgamento desse caso significativo está prestes a ser iniciado no Supremo Tribunal Federal.

Demandas por Equidade e Justiça

O comunicado, assinado por mais de 15 especialistas, enfatiza a necessidade de garantir equidade e transparência para que a justiça seja efetiva. Os peritos alertam também sobre a crescente violência contra defensores de direitos humanos, mulheres, afrodescendentes e a comunidade LGBTIQ+ no país.

De acordo com os especialistas, Marielle Franco foi alvo de “classismo, misoginia e preconceito relacionado à sua orientação sexual” durante seu trabalho como defensora dos direitos humanos e parlamentar.

Marinete Silva e Antônio Francisco, os pais de Marielle Franco

Marinete Silva e Antônio Francisco, os pais de Marielle Franco

A declaração da ONU ainda ressalta que o processo investigativo foi complexo e difícil para as famílias das vítimas, especialmente com a constante mudança de liderança nas investigações e o vazamento de informações para a imprensa.

Um Longo Caminho até a Justiça

Os especialistas expressaram preocupação com o tempo que levou para chegar à fase final do processo judicial, que completou oito anos. Em 2024, a ONU celebrou as condenações de alguns indivíduos envolvidos nos assassinatos, mas ressaltou que essas condenações não representam o fim da busca por justiça para Marielle Franco e Anderson Gomes.

O grupo de peritos também encaminhou suas apreensões às autoridades brasileiras com o objetivo de garantir que a justiça seja devidamente efetivada.

Os relatores de direitos humanos são independentes da ONU e não recebem remuneração pelo seu trabalho.

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