O apoio contínuo da União Europeia à Ucrânia enfrenta desafios internos. Enquanto Bruxelas intensifica sua assistência, os vetos da Hungria e a recente decisão da Eslováquia de interromper o fornecimento emergencial de eletricidade revelam desavenças no bloco europeu, que tradicionalmente se une contra a agressão russa.
Tensões na UE
Essas divergências não comprometem a determinação da maioria dos países da UE, que, junto ao Reino Unido, se opõem ao avanço imperialista de Vladimir Putin. Os prédios do Parlamento Europeu, do Conselho e da Comissão Europeia foram iluminados nas cores da bandeira ucraniana, simbolizando apoio ao país desde o início da invasão russa em 2022, com a União Europeia exercendo papel crucial na assistência financeira e política à Ucrânia.
Cerimônias de Apoio
Em Bruxelas, recordações da invasão foram marcadas por uma sessão extraordinária no Parlamento Europeu, com a participação virtual do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Em Kiev, ele se encontrou com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para discutir as infraestruturas danificadas por ataques.
Contrariedades e Veto Húngaro
No entanto, o veto da Hungria inviabilizou um novo pacote de sanções e um empréstimo bilionário à Ucrânia, evidenciando a relutância de Viktor Orbán em concordar com ações que influenciem sua relação com Moscou. O premiê húngaro, conhecido por travar sanções, tem um histórico de encontros com Putin.
Decisão da Eslováquia
Além disso, a Eslováquia suspendeu o fornecimento de eletricidade emergencial, uma ação justificada por disputas quanto ao oleoduto que transporta petróleo russo. Essa interrupção, ocorrendo no rigoroso inverno europeu, agrava a situação da população ucraniana, que enfrenta um dos invernos mais difíceis da história.
Assistência Crucial
O apoio financeiro da UE é fundamental, especialmente com a diminuição de recursos dos Estados Unidos. Desde o início do conflito, a UE destinou € 195 bilhões à Ucrânia, e o novo pacote de € 90 bilhões é visto como vital para a estabilidade financeira do país, enquanto os EUA continuam atuando de forma decisiva na esfera de inteligência e armamentos.
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