Estado do Paraná Investe R$ 2,1 Milhões em Agricultura de Precisão
Na terça-feira (10), durante o Show Rural Coopavel em Cascavel, o Governo do Estado anunciou um investimento de R$ 2,1 milhões para o projeto “CIA-Agro – Módulo Paraná”. O objetivo da iniciativa é implementar um sistema piloto de agricultura de precisão em cerca de 20 propriedades rurais nas regiões Norte e Oeste do estado.
Detalhes do Projeto
O projeto CIA-Agro Módulo Paraná envolve o monitoramento de máquinas agrícolas por meio de telemetria e a instalação de sensores para coletar dados agronômicos, ambientais e operacionais. Com duração prevista de 27 meses, a iniciativa também se compromete a disseminar conhecimento por meio de vitrines tecnológicas e eventos de capacitação voltados a produtores, técnicos e estudantes.
Parcerias e Execução
A ação é fruto de uma colaboração entre a Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), sendo executada pela Fundação Araucária em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL). O Centro de Inteligência Artificial no Agro (CIA-Agro/UEL) será responsável pela coordenação técnica do projeto.
Cooperação Internacional e Rede de Parceiros
O projeto paranaense também integra uma cooperação técnica internacional com o Japão, através da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). Além disso, conta com a colaboração de várias instituições, incluindo a Embrapa, UTFPR, IDR-Paraná, Fundação ABC, cooperativas Integrada, C.Vale e Lar, e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Compromisso com a Inovação
O secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, afirmou que a iniciativa concretiza o compromisso do estado em democratizar o acesso à tecnologia para pequenos e médios produtores. “Estamos garantindo que essas ferramentas de inteligência artificial, antes disponíveis apenas para grandes grupos, cheguem a quem realmente precisa”, destacou.
Modelo de Colaboração e Legado para o Estado
O CIA-Agro é um centro dedicado à coordenação técnica e científica do projeto, estruturado como um NAPI (Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação). Luiz Márcio Spinosa, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, enfatizou a importância do modelo colaborativo. “Essa união entre pesquisadores e o setor produtivo gera respostas rápidas para os desafios do agronegócio, criando um legado de conhecimento para o estado”, concluiu.
