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Grupo Terrorista Utiliza Internet para Recrutar Apoiadores

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Recentemente, uma mobilização brasileira inspirada em protestos da Geração Z (Gen Z) que desestabilizaram governos na Ásia e na África começou a ganhar força nas redes sociais. Embora a movimentação tenha sido iniciada no final de janeiro, seus planos foram interrompidos por uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), que classificou a ação como tentativas de ataques terroristas.

Mobilização e Uso das Redes Sociais

Através de aplicativos de troca de mensagens, especialmente o Telegram, o movimento buscou atrair adeptos por meio da divulgação de ideias e discursos extremistas. Canais abertos foram utilizados para convocar indivíduos a realizar atos violentos em diversas regiões do Brasil.


O Papel Global da Geração Z

  • A Geração Z, composta por jovens nascidos entre 1995 e o início dos anos 2010, tem protagonizado protestos significativos em várias partes do mundo, visando mudanças sociais e políticas.
  • Em 2024, eventos dessa geração ocorreram em nações como Madagascar, Marrocos, Paraguai, Filipinas, Peru, Quênia e Indonésia.
  • As redes sociais foram fundamentais na organização desses protestos, que em muitos casos resultaram em confrontos com as autoridades. As principais demandas incluíam insatisfação com governos, desigualdade social e incertezas econômicas.
  • Os casos mais notáveis ocorreram no Nepal e Madagascar, onde as manifestações levaram à queda de governos.
  • No Nepal, a revolta começou após o bloqueio de redes sociais, culminando na renúncia do ex-primeiro-ministro Sher Bahadur Deuba e em 51 mortes.
  • Em Madagascar, o presidente Andry Rajoelina fugiu devido a tumultos provocados por manifestações da Geração Z.

Objetivos e Investigação da Geração Z no Brasil

O grupo que planejou os atos no Brasil se autodenomina “Geração Z” e afirma ser um movimento pacífico sem vínculos políticos, buscando representar o “lado do povo”. Contudo, investigações indicam que seus planos estavam associados à radicalização e à expectativa de confrontos com autoridades.

Áudios divulgados pelo Metrópoles revelaram que o grupo estava se organizando para realizar ataques com o intuito de “chamar a atenção”.

Atividades no Telegram

Um dos principais canais de comunicação entre os manifestantes tem sido o Telegram, onde discursos antissistema convocam os usuários para a ação. A PCERJ identificou um grupo principal com mais de 7 mil participantes, além de outros canais que planejavam atos violentos em 22 dos 26 estados brasileiros.

Os Planos de Ação

Dados obtidos pela PCERJ revelam que o plano dos manifestantes incluía ataques em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, agendados para o início de janeiro. Mensagens trocadas em grupos indicavam um desejo de “derrubar o sistema corrupto” e instaurar um país com voz ativa para todos.

Operação Break Chain e Perda de Dinamismo

No dia em que os atos estavam programados, a Operação Break Chain foi deflagrada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRIC) da PCERJ, impedindo potenciais ataques que incluiriam o uso de explosivos.

As investigações revelaram que o movimento planejava confrontos violentos e estava articulado através de mensagens que promoviam a radicalização e o confronto.

Três indivíduos foram presos durante a operação. A resposta da polícia levou à diminuição da atividade do movimento, com canais sendo esvaziados ou excluídos entre os dias 2 e 4 de janeiro.

Tentativas de Reestruturação e Desculpas

Pós-operação, o foco da comunicação se concentrou no grupo principal, que tentou reestruturar seus planos. A falta de organização foi admitida por alguns membros, que sugeriram a migração para plataformas consideradas mais seguras.

“Ninguém aqui é criminoso! Foco no movimento!”, afirmou um participante anônimo.

Um integrante identificado como Georgio Maggiore se desculpou publicamente, alegando ter sido intimidado a depor devido à sua participação nas atividades do grupo.

Resposta das Autoridades e Vigilância Contínua

A PCERJ declarou que continua a monitorar a situação e a investigar as atividades do grupo. O Metrópoles também procurou a Polícia Federal, que não se posicionou sobre eventuais investigações em curso. A assessoria do Telegram afirmou que ações de violência são proibidas na plataforma e que moderadores monitoram conteúdos prejudiciais.

A plataforma informou que “chamados à violência” são removidos sempre que detectados, utilizando ferramentas de inteligência artificial para identificar conteúdos prejudiciais.

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