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Projeto Definirá Diretrizes para Atendimento de Mulheres com Adenomiose no SUS

Projeto de Lei Busca Apoio para Tratamento de Adenomiose no SUS

Um novo projeto de lei visa estabelecer diretrizes para o atendimento de mulheres com adenomiose no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta, elaborada pela deputada Dayany Bittencourt (União-CE), também classifica essa condição como grave para aposentadoria por incapacidade permanente e para auxílio-doença. O texto encontra-se atualmente em análise na Câmara dos Deputados.

06/02/2026 – 11:24

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Dayany Bittencourt, autora da proposta

Aposentadoria e Benefícios
O projeto permite que servidoras públicas civis federais com adenomiose incapacitante tenham direito à aposentadoria com proventos integrais. Além disso, para seguradas do Regime Geral de Previdência Social, a proposta elimina a exigência de carência para concessão de benefícios por incapacidade, seja temporária ou permanente.

Diretrizes de Atendimento
A proposta busca assegurar que as pacientes recebam atendimento integral e multidisciplinar no SUS, com suporte de profissionais como nutricionistas e psicólogos. Ela também prevê acesso a exames, medicamentos, fisioterapia e atividades físicas.

Entre as principais determinações do projeto, estão:

  • Realização de campanhas anuais para diagnóstico e prevenção;
  • Fomento à criação de um protocolo clínico e diretrizes terapêuticas;
  • Implementação de centros de referência de tratamento no SUS.

Sobre a Adenomiose
A adenomiose é uma alteração benigna caracterizada pelo crescimento do tecido que reveste o útero (endométrio) na musculatura do órgão (miométrio). Os sintomas incluem dores abdominais intensas, menstruação prolongada e intensa, dor durante a relação sexual, anemia, fadiga e distúrbios do sono.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a doença pode afetar uma a cada dez mulheres em idade reprodutiva. Não há evidências científicas de cura definitiva, exceto pela remoção total do útero.

De acordo com Dayany Bittencourt, a condição pode resultar em incapacidade laboral definitiva, forçando muitas mulheres a depender de analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor.

Próximos Passos para o Projeto
O projeto tramita em caráter conclusivo e será avaliado pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; Saúde; Defesa dos Direitos da Mulher; Finanças e Tributação; e Constituição, Justiça e Cidadania.

Após a análise, o texto ainda precisa ser aprovado pelos deputados e senadores para se tornar lei.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcia Becker

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