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Deputado Gilson de Souza destaca retirada de pedágio eletrônico em Rolândia e pede transparência nos critérios de cobrança

Deputado Gilson de Souza (PL).

Deputado Gilson de Souza (PL).
Créditos: Orlando Kissner/Alep

O Governo do Paraná decidiu não instalar o pórtico de cobrança automática (“free flow”) no perímetro urbano de Rolândia. A medida foi definida após diálogos técnicos entre a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná (SEIL), o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) e a concessionária Grupo EPR, garantindo o reposicionamento do equipamento para a antiga praça de pedágio.

Reação do Legislativo

O deputado estadual Gilson de Souza (PL) considera a nova decisão uma “vitória” e um reflexo da necessidade de ações governamentais que protejam os cidadãos. Ele elogiou a agilidade do governo na condução do assunto e o diálogo que resultou na mudança.

“Parabéns ao Governo do Estado pela ação rápida. Essa decisão em Rolândia demonstra que é possível acertar. Contudo, a luta continua para garantir que o sistema seja justo em todo o Paraná”, afirmou o parlamentar.

Mobilização Legislativa

Embora a retirada do pórtico em Rolândia tenha sido um avanço, legisladores alertam para os riscos da implementação do sistema “free flow”. A preocupação reside no fato de que esta tecnologia pode acarretar tarifas inteiras em trajetos curtos, principalmente em casos onde os pórticos estão localizados nas proximidades de áreas urbanas, afetando o tráfego local.

A mobilização na Assembleia Legislativa ganhou impulso com pronunciamentos solicitando explicações de órgãos federais sobre o tema.

O deputado Gilson de Souza também coassinou o Requerimento nº 151/2026, que demanda esclarecimentos e providências do Ministério dos Transportes, da ANTT e do Tribunal de Contas da União.

“Não sou contra tecnologia, sou contra injustiças. Se o ‘free flow’ for mantido como está, as tarifas poderão ser excessivas para trajetos curtos. Por isso assinei este requerimento para assegurar critérios técnicos, transparência e garantias para a população paranaense”, enfatizou o deputado.

Conteúdo do Requerimento

O documento apresenta uma série de questionamentos sobre a implementação do sistema, com foco na proteção dos usuários e na equidade tarifária. Os parlamentares pedem que sejam considerados o reequilíbrio econômico-financeiro e o impacto nas tarifas, além de garantias de que usuários sem TAG, cartão ou smartphone possam pagar em dinheiro em pontos acessíveis. Também é solicitado que haja notificação prévia antes da conversão de inadimplência em autuação e que existam critérios técnicos para a localização dos pórticos.

A preocupação se estende a municípios como Marialva, onde mudanças na localização dos pórticos podem afetar os deslocamentos locais, elevando os custos para os habitantes.

Entendendo o Free Flow

O sistema free flow é um modelo de cobrança automática que utiliza pórticos sem cancela, com identificação por TAG ou leitura de placa. Os deputados alertam que, além da localização dos pórticos, é imprescindível que o sistema venha acompanhado de regras e uma comunicação clara para evitar prejuízos aos usuários.

Chamado à Transparência

Gilson de Souza enfatiza que a retirada do pórtico em Rolândia é um passo positivo, mas defende que essa correção deve se repetir onde houver risco de tarifas injustas. “A mobilização certa gera resultados. Agora, precisamos garantir que a cobrança eletrônica seja implantada de forma criteriosa, transparente e respeitosa com os cidadãos de Marialva, Mauá da Serra, Mandaguaçu, Ampére, Lindoeste e em todo o Paraná”, concluiu.

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