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Israel Reabre Passagem de Rafah entre Gaza e Egito com Restrições

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Reabertura da Passagem de Rafah: Condições Rigorosas Para Acesso

A passagem de Rafah, entre o Egito e a Faixa de Gaza, foi reaberta neste domingo (1º/2) sob condições rigorosas. Este ponto de fronteira é essencial para a entrega de ajuda humanitária aos territórios palestinos, que esteve praticamente fechado desde maio de 2024.

Acesso Limitado e Demandas Humanitárias

A reabertura, ainda em caráter parcial, permitirá apenas o acesso de residentes da região. A passagem de Rafah é a única ligação direta entre Gaza e o exterior que não envolve Israel, e sua reabertura é uma demanda reiterada da ONU e de ONGs internacionais, com o objetivo de facilitar a chegada de assistência ao território devastado por mais de dois anos de conflito.

A liberação total da passagem integra um plano de cessar-fogo que contou com a mediação dos Estados Unidos e foi assinado em outubro entre Israel e Hamas. Contudo, as restrições impostas por Israel não atendem adequadamente às necessidades, limitando o tráfego apenas a pessoas. A informação foi confirmada pelo COGAT, órgão do Ministério da Defesa de Israel encarregado dos assuntos civis nos territórios ocupados.

Pacientes Aguardam Tratamento

De acordo com um funcionário do Ministério da Saúde de Gaza, aproximadamente 200 pacientes estavam aguardando a liberação da passagem para viajar ao Egito em busca de tratamento. Além disso, 40 funcionários da Autoridade Palestina também esperavam pela autorização israelense para transitarem.

A reabertura limitada acontece em meio a um frágil cessar-fogo entre Israel e Hamas. No sábado, ataques aéreos israelenses resultaram em 32 mortes, conforme relatório da Defesa Civil de Gaza, em um dos dias mais violentos desde o início da trégua em 10 de outubro de 2025. Israel justificou os ataques como uma resposta a violações do cessar-fogo atribuídas aos palestinos.

Expectativas da População

A passagem de Rafah está sob controle israelense desde maio de 2024, com exceção de uma liberação parcial no início de 2025. Israel havia estabelecido que a reabertura ocorreria somente após a devolução do corpo de Ran Gvili, último refém mantido em Gaza, que foi restituído em 26 de janeiro.

Na Faixa de Gaza, muitos palestinos esperam ansiosos pela possibilidade de saída. Mohammed Shamiya, um homem de 33 anos com doença renal, expressou sua angústia: “A cada dia que passa, meu estado piora e minha vida está se esvaindo”. Outro exemplo é Safa al-Hawajri, uma jovem de 18 anos que recebeu uma bolsa de estudos no exterior e vê na reabertura de Rafah sua única chance de realizar suas ambições.

Decisão Sobre Médicos Sem Fronteiras

No mesmo dia, o governo israelense anunciou o encerramento das operações da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) nos territórios palestinos a partir de 28 de fevereiro. A decisão foi motivada pela recusa da organização em fornecer uma lista de seus funcionários palestinos, conforme comunicado do Ministério da Diáspora, que afirmou que essa obrigação se aplica a todas as entidades humanitárias atuando na região.

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