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Acordo de Trump sobre a Groenlândia: o que se sabe

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Trump Anuncia Acordo sobre Groenlândia com a Otan

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (22/1) que garantiu acesso total e permanente à Groenlândia através de um acordo preliminar negociado com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Este entendimento refere-se ao território semiautônomo dinamarquês e surge em um momento de tensão nas relações entre Washington e Copenhague.

Acordo Preliminar e Reações

O acordo surgiu após Trump recuar de ameaças de tarifas e de ações coercitivas em relação à Groenlândia, provocando alívio nas relações transatlânticas, que enfrentavam uma crise nas últimas décadas.

Em Davos, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, comentou que os Estados-membros da aliança precisam fortalecer seu compromisso com a segurança no Ártico para contrabalançar as ameaças da Rússia e da China.

O acordo proposto concederia aos EUA direitos soberanos sobre partes do território groenlandês, evitando que potências hostis explorassem seus recursos minerais. No entanto, os detalhes ainda não foram totalmente esclarecidos.

O The New York Times relatou que, apesar das discussões, a proposta não inclui a transferência de toda a Groenlândia da Dinamarca para os EUA. Funcionários envolvidos alertaram que muitos detalhes precisam ser resolvidos e que não há certeza de que as negociações resultarão em um acordo definitivo.

Declarações de Trump

Na emissora Fox News, Trump comentou que os EUA estão buscando “acesso total” à Groenlândia, embora não tenha revelado pormenores. Ele enfatizou a importância da ilha para a segurança nacional, mencionando planos para um sistema de defesa aérea semelhante ao Domo de Ouro de Israel.

“Todo o ataque pode passar pela Groenlândia”, afirmou Trump, referindo-se à relevância estratégica do território. Ele ainda recordou que Ronald Reagan já havia considerado essa ideia no passado, mas a tecnologia da época não permitia sua implementação.

Reação da Dinamarca

O governo dinamarquês rapidamente respondeu às afirmações de Trump, reassertando sua soberania sobre a Groenlândia. O primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, expressou que a integridade territorial da ilha é inegociável.

“Ninguém pode fazer acordos sobre a Groenlândia sem nós”, afirmou Nielsen, ressaltando que a soberania é uma linha vermelha a ser respeitada em quaisquer discussões.

O primeiro-ministro dinamarquês, Mette Frederiksen, também reforçou que a Dinamarca não negocia sua soberania, apesar de estar aberta a discutir segurança e investimentos.

Discussões Futuras

Embora Trump e Rutte tenham concordado em continuar as conversas sobre atualizar um acordo militar de 1951 entre os EUA, Dinamarca e Groenlândia, não houve documentação formalizada sobre qualquer entendimento até agora.

Fontes indicam que um novo acordo poderia limitar a presença da Rússia e China na Groenlândia e proporcionar maior acesso dos EUA aos recursos naturais do território. No entanto, ainda existem divergências nas informações, já que Rutte nega ter tratado do tema com Trump.

Próximos Passos

A Casa Branca declarou que detalhes do plano serão divulgados assim que finalizados. Uma reunião entre representantes dos três governos está prevista para a próxima semana em Washington, com a expectativa de que um grupo de trabalho finalize os termos de um possível acordo.

A falta de documentação tem causado confusão entre os aliados da Otan sobre o que realmente foi decidido. Um documento formal com os termos específicos do novo acordo deve ser elaborado em breve.

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