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Mercosul e União Europeia Firmam Acordo de Livre Comércio no Paraguai

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Mercosul e União Europeia Assinam Acordo de Livre Comércio em Assunção

No último sábado (17/06), os países-membros do Mercosul e representantes da União Europeia firmaram um histórico acordo de livre comércio. A solenidade ocorreu em Assunção, capital do Paraguai, que atualmente preside o bloco. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não compareceu ao evento e foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Grandes Implicações Econômicas

O tratado estabelece uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 780 milhões de consumidores e abrangendo aproximadamente 25% do PIB global. Com a assinatura do acordo, os dois blocos econômicos se comprometem a eliminar gradualmente tarifas de importação sobre a maior parte dos produtos negociados entre si.

Participantes da Cerimônia

Durante a cerimônia, os ministros do Paraguai, Argentina, Uruguai, Bolívia e Brasil assinaram o documento. Do lado europeu, estiveram presentes a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa. Também marcaram presença os presidentes do Paraguai, Santiago Peña; da Argentina, Javier Milei; do Uruguai, Yamndú Orsi; e da Bolívia, Rodrigo Paz. José Raúl Mulino, presidente do Panamá, também foi um dos convidados.

“Não posso deixar de mencionar um líder querido, que, sem ele, não teríamos chegado a esse dia: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, destacou Peña, ressaltando a importância do brasileiro para a realização do acordo.

Avaliações e Expectativas

Após a assinatura, Ursula von der Leyen enfatizou que o acordo cria uma plataforma para abordar questões globais, como proteção ambiental e competitividade de mercado. A cerimônia foi seguida de discussões sobre como ambos os blocos podem cooperar em diversos aspectos.

A ausência de Lula no evento se deve ao fato de que, inicialmente, o encontro era esperado no âmbito ministerial. Contudo, a presidência paraguaia decidiu expandir a reunião para incluir chefes de Estado, o que alterou a expectativa inicial do governo brasileiro.

Processo de Ratificação

Apesar da assinatura, o acordo passará por um longo processo de ratificação nos parlamentos nacionais dos países do Mercosul e da União Europeia, incluindo o Parlamento Europeu, com análise prevista para o final de abril. O acordo possibilitará a abertura gradual do mercado do Mercosul para produtos industriais, como automóveis e medicamentos, enquanto os países sul-americanos terão maior acesso ao mercado europeu para produtos agropecuários como carnes e etanol.

No entanto, a resistência de setores agrícolas e industriais na Europa, que temem as consequências do pacto, pode resultar em recursos legais no Tribunal de Justiça da União Europeia, potencialmente atrasando sua implementação por meses ou até anos.

Em relação ao Brasil, o governo está otimista quanto à rápida aprovação do tratado no Congresso Nacional, esperando que ele entre em vigor no segundo semestre deste ano.

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