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Urbs transfere linhas da Viação Mercês e assegura 100% do transporte coletivo em Curitiba

Medida emergencial após paralisação garante operação integral das linhas afetadas, segundo a Urbs

A Urbanização de Curitiba (Urbs) anunciou, nesta quarta-feira (14), a transferência definitiva das linhas operadas pela Viação Mercês para as empresas Santo Antônio e Glória, integrantes do Consórcio Pontual. A decisão ocorre após a paralisação inesperada dos funcionários da Mercês e, segundo a Urbs, garante 100% do atendimento aos passageiros nas linhas do transporte coletivo da capital.

De acordo com a Urbs, um ofício com a determinação formal será encaminhado ao consórcio ainda até o fim da tarde desta quarta-feira. A autarquia afirma que a operação foi normalizada já no início do dia, sem registro de filas ou aglomerações, por meio do remanejamento imediato das linhas para outras empresas do sistema.

Frota e linhas afetadas

A Viação Mercês operava uma frota de 35 ônibus, responsáveis por sete linhas exclusivas e dez linhas compartilhadas, com atuação predominante na região Norte de Curitiba.

Segundo o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, a paralisação surpreendeu a administração municipal.

“Fomos surpreendidos pela paralisação dos funcionários da Mercês, mas garantimos a operação normal já no início do dia. A Urbs tomou providências rápidas para minimizar os impactos à população”, afirmou.

Histórico de notificações

A Urbs informou que a Viação Mercês vinha sendo notificada desde o ano passado por atrasos em pagamentos, falhas no atendimento e problemas recorrentes de manutenção, incluindo quebras frequentes de veículos. Algumas linhas, como 916 – Pinheiros, 917 – Jardim Ipê e 965 – São Bernardo, já haviam sido transferidas anteriormente para outras empresas do consórcio.

A autarquia reforçou que todos os repasses financeiros do município estão em dia, conforme os contratos vigentes. “Não há qualquer pendência financeira por parte do município”, destacou Maia Neto.

Paralisação e legislação

Por se tratar de um serviço essencial, a Urbs ressaltou que paralisações devem ser comunicadas com antecedência mínima de 72 horas, conforme a legislação. Segundo a empresa, o sindicato reuniu os trabalhadores durante a madrugada, sem aprovação formal de indicativo de greve, o que teria surpreendido tanto a Urbs quanto os usuários do transporte coletivo.

Retenção de valores e pagamentos

Diante dos atrasos salariais recorrentes, a Urbs informou que foi necessária a retenção de valores do consórcio para assegurar o pagamento do 13º salário dos funcionários no fim de 2025. Situação semelhante ocorreu em janeiro, quando a autarquia solicitou os dados necessários para que o consórcio realizasse diretamente os pagamentos aos trabalhadores.

Linhas transferidas

Com a mudança, passam a ser operadas pelas novas empresas as seguintes linhas:

Linhas exclusivas

  • X46 – Especial Mercês
  • 150 – C. Music/V. Alegre
  • 912 – José Culpi
  • 913 – Butiatuvinha
  • 915 – O. Verde/V. Bádia
  • 967 – Júlio Graf
  • 972 – Jardim Itália

Linhas compartilhadas

  • 022 – Inter 2 (horário)
  • 023 – Inter 2 (anti-horário)
  • 040 – Interbairros IV
  • 464 – A. Munhoz/Jardim Botânico
  • 817 – Saturno/Veneza
  • 821 – Fernão Dias
  • 901 – Santa Felicidade
  • 902 – Santa Felicidade/Praça Tiradentes
  • 911 – Passaúna
  • 979 – Linha Turismo

A Urbs afirma que seguirá monitorando a operação para garantir a continuidade do serviço e a qualidade do atendimento aos passageiros do transporte coletivo de Curitiba.

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