Greve Nacional Convocada por Ciro Pahlavi no Irã
Ciro Pahlavi, príncipe herdeiro do último Xá que governou o Irã, pediu uma greve nacional em resposta à crise atual que o país enfrenta. Mesmo exilado nos Estados Unidos, Pahlavi fez um apelo para que os protestos continuem durante o fim de semana.
Mobilização para Pressionar o Governo
O objetivo da mobilização, segundo Pahlavi, é forçar o governo iraniano a reconhecer a fragilidade da República Islâmica e seu aparato repressivo. Ele convocou trabalhadores de setores essenciais da economia, como transportes, petróleo, gás e energia, a aderirem à greve nacional.
“Apelo aos trabalhadores e empregados desses setores para que iniciem uma greve nacional. Peço também que todos venham às ruas hoje e amanhã, com bandeiras e símbolos nacionais, e ocupem os espaços públicos,” afirmou Pahlavi em uma mensagem publicada na rede social X.
Contexto dos Protestos
Os protestos recentes no Irã reacenderam esperanças em Pahlavi, cuja família foi deposta em 1979 após manifestações contra corrupção e repressão. Desde a Revolução que levou o aiatolá Ruhollah Khomeini ao poder, a família Pahlavi vive em exílio nos Estados Unidos.
Ciro Pahlavi, o último herdeiro do trono iraniano, atua como opositor ao regime teocrático que controla o Irã há mais de quatro décadas, com o objetivo de estabelecer um novo governo.
Situação Econômica e Repressão
Os protestos atuais têm como foco a grave situação econômica do país, marcada pela desvalorização da moeda e pelo aumento do custo de vida. As manifestações começaram em 28 de dezembro em Teerã e se espalharam por várias cidades.
Autoridades iranianas alegam que os protestos são fomentados por atores estrangeiros, como os Estados Unidos, com a intenção de desestabilizar o país. Para conter os manifestantes, forças de segurança foram deslocadas às ruas, resultando na morte de 42 pessoas até o momento. Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), 34 das vítimas eram civis e oito pertenciam ao aparato estatal.
Apesar do crescente descontentamento, o aiatolá Ali Khamenei declarou que não irá “recuar” diante das manifestações violentas contra o governo.
