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Jornal francês recorda tragédia da boate Kiss após incêndio na Suíça

Papa faz orações às famílias das vítimas de incêndio na Suíça - destaque galeria

Um incêndio devastador no bar Constellation, em Crans-Montana, Suíça, resultou na morte de pelo menos 40 pessoas e feriu mais de uma centena durante a celebração do Ano-Novo. A tragédia reabre o debate sobre a segurança em estabelecimentos da luxuosa estação de esqui, lembrando incidentes passados, como o incêndio na boate Kiss, no Brasil, em 2013.

Tragédia em Crans-Montana

A ocorrência, descrita como uma das piores da história recente da Suíça, está marcada pela perda significativa de jovens, principalmente com idades entre 15 e 20 anos. O jornal Libération ressalta o impacto emocional no município, onde várias famílias ainda buscam por desaparecidos, criando um clima de luto profundo na comunidade local.

Investigação sobre segurança

A investigação se concentra nas condições de segurança do bar Constellation, que operava com diversas áreas e um subsolo destinado a discoteca. Imagens de testemunhas mostram pessoas buscando saídas de emergência sem sucesso, o que levanta questões sobre o cumprimento das normas de segurança contra incêndio. As autoridades investigam se o local possuía a quantidade adequada de extintores e rotas de evacuação.

Os investigadores consideram a hipótese de um incêndio acidental, possivelmente originado por uma explosão relacionada a instalações técnicas. O local, que tinha capacidade para receber cerca de 300 pessoas, foi questionado quanto ao limite de lotação permitido durante a tragédia.

Condições climáticas e a proibição de fogos de artifício

A situação é ainda mais paradoxal diante da proibição de fogos de artifício na região devido à seca, com recomendações para celebrações mais contidas. Apesar disso, o bar Constellation realizava uma festa agitada com DJ e coquetelaria, desrespeitando as orientações locais.

Resposta das autoridades

Diante da tragédia, o cantão do Valais decretou estado de emergência, mobilizando recursos para atender aos feridos e transferir os casos mais graves para hospitais especializados. O presidente da Confederação, Guy Parmelin, fez um pronunciamento em pesar, substituindo a tradicional mensagem de Ano-Novo, e bandeiras foram hasteadas a meio mastro em sinal de luto.

Os relatos das testemunhas descrevem cenas angustiantes que lembram um cenário de guerra, com socorristas sobrecarregados diante da magnitude do desastre. A tragédia marca um divisor de águas para Crans-Montana, até então aclamada por sua imagem de elegância e grandes projetos turísticos. A investigação, que levará dias, busca esclarecer responsabilidades e determinar se houve falhas estruturais ou se a rápida propagação das chamas superou as normas de segurança.

Com uma tragédia dessa magnitude, a comunidade aguarda respostas e mudanças para evitar que incidentes semelhantes aconteçam no futuro.

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