A Operação Conectividade, coordenada pelas polícias Civil e Militar do Paraná, está em andamento para desarticular grupos criminosos envolvidos na receptação de fios de cobre. Com a participação de 1.556 agentes em 29 municípios, a ação fiscalizadora abrange 389 alvos e conta com o apoio da Receita Estadual e das operadoras de telecomunicações. O objetivo é combater crimes relacionados ao furto e à venda ilegal de cabos, garantindo a continuidade dos serviços essenciais no estado.
Objetivo da Operação
Autorizada pelo Centro de Operações Integradas de Segurança Pública (COISP) da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP), a operação é uma resposta a um crescimento do roubo de cabos e visa minimizar prejuízos econômicos e sociais. “O intuito é assegurar que serviços como energia e telecomunicações permaneçam em funcionamento”, afirmou Hudson Leôncio Teixeira, secretário da Segurança Pública do Paraná.
Fase Atual e Futuras Ações
Na primeira etapa da operação, as ações focaram no combate ao furto de cabos de telefonia. Esta nova fase busca reprimir a receptação, prática facilitada por empresas de reciclagem de materiais. As forças de segurança continuarão a fiscalizar essas empresas de forma regular a partir de 2026, seguindo um calendário fixo.
Colaboração entre Setores
O coronel Sérgio Augusto Ramos, chefe do COISP, destacou a importância da colaboração entre a iniciativa privada, as empresas de telecomunicação e as autoridades estaduais. “Dialogando sobre essa problemática, desencadeamos operações para reduzir roubos e furtos de cabos”, declarou.
Atuação das Forças de Segurança
O delegado Rodrigo Brown, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), detalhou que a fiscalização se concentrará em estabelecimentos comerciais, especialmente nos que trabalham com reciclagem, buscando identificar produtos de origem duvidosa e verificar a legalidade das operações. O capitão Rafael Gustavo Saldanha Ekermann acrescentou que a fiscalização abrangerá diversas regiões do estado para garantir o cumprimento das leis relacionadas ao comércio de materiais como fios de cobre.
Papel da Receita Estadual
A participação da Receita Estadual é fundamental para desarticular financeiramente esses grupos criminosos. A diretora da Receita Estadual do Paraná, Suzane Gambetta, frisou que a identificação e o bloqueio fiscal de empresas que praticam a receptação são essenciais para combater a impunidade e proteger a economia do estado.
Legislação em Vigor
O Paraná possui a Lei Estadual 22.754, que responsabiliza empresas de reciclagem por receptação ilegal de materiais. Nesses casos, os estabelecimentos têm sua situação fiscal bloqueada, uma medida que busca garantir a procedência do material comercializado.
