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Paraná Tem Menor Emissão de Gases de Efeito Estufa em 15 Anos

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Paraná Registra Menor Volume de Emissões de Gases de Efeito Estufa em 15 Anos

Em 2024, o Paraná obteve uma significativa redução nas emissões brutas de gases de efeito estufa (GEE), atingindo o menor volume em 15 anos. Segundo a 13ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg), coordenada pelo Observatório do Clima, o Estado apresentou uma queda de 10,03%, o que corresponde a uma diminuição de 77,05 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente (MtCO₂e) para 69,32 MtCO₂e.

Resultados Positivos ao Longo dos Anos

Com essa queda, o Paraná se destaca entre os Estados que mais reduziram emissões no Brasil, registrando o 14º menor volume de gases poluentes. A coordenadora de Ação Climática e Relações Internacionais da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), Walquíria Biscaia, avalia essa mudança como um avanço crucial na busca pela neutralidade climática, destacando que as políticas estaduais mostram resultados concretos na redução de emissões e na captura de carbono pela vegetação.

Iniciativas em Destaque

Walquíria menciona algumas iniciativas que contribuem para essa redução, como o Selo Clima Paraná, um registro público de emissões de GEE que tem atraído a adesão de diversas empresas e órgãos públicos. O Plano de Ação Climática do Paraná (PAC-PR 2024–2050) e o Plano de Descarbonização da Economia Paranaense (Pedep) também foram citados como fundamentais na transição para práticas sustentáveis nos municípios e setores produtivos.

Adicionalmente, o Mapeamento de Vulnerabilidades Climáticas e o Programa Previna, focado no combate a incêndios e na proteção de áreas naturais, fazem parte desse planejamento robusto da Sedest.

Acordo com a ONU e Restauração Ambiental

O Estado, através do Instituto Água e Terra (IAT), firmou um acordo com o Secretariado da Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas (ONU), visando compensar suas emissões por meio da restauração de áreas degradadas. O acordo, válido até 2030, inclui métodos como o plantio de árvores nativas, com monitoramento contínuo das áreas recuperadas.

Intensificação da Fiscalização Ambiental

A fiscalização ambiental também foi intensificada. Dados do Relatório Anual do Desmatamento (RAD), do MapBiomas, indicam uma redução de 64,9% no desmatamento ilegal na Mata Atlântica do Paraná entre 2023 e 2024, evidenciando o impacto positivo dessa abordagem na captura de carbono pelos ecossistemas.

O IAT realiza medições periódicas das emissões atmosféricas em indústrias licenciadas e monitora a qualidade do ar em estações específicas, seguindo critérios rigorosos. Quando detectadas emissões acima dos limites legais, o IAT institui penalidades e processos administrativos, variando conforme a gravidade da infração.

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