Zelensky Apela por Apoio dos EUA em Meio a Conflito com a Rússia
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reiterou a importância da segurança do país em um novo apelo aos Estados Unidos. Em declarações feitas nesta terça-feira (25), ele enfatizou que a proteção da Ucrânia depende da força americana, que segundo ele, é a única que a Rússia respeita.
A Importância do Apoio Americano
Zelensky afirmou: “Conto com a continuidade da cooperação ativa com o lado americano e com o presidente Trump. Muito depende dos Estados Unidos, porque é a força americana que a Rússia leva mais a sério.” Essa declaração ocorre em meio à discussão sobre um possível acordo de paz e é um reflexo das tensões contínuas entre a Ucrânia e a Rússia.
Denúncia de Ataques Russos
No mesmo pronunciamento, o presidente ucraniano denunciou um ataque “massivo e particularmente cínico” realizado pela Rússia durante a madrugada. O líder ucraniano informou que passou as últimas horas recebendo atualizações das Forças Armadas e das regiões afetadas, classificando a ofensiva russa como uma demonstração clara da prioridade de Moscou em manter a guerra em andamento.
De acordo com Zelensky, a defesa aérea da Ucrânia conseguiu interceptar vários mísseis e drones desde a noite anterior, incluindo mísseis de cruzeiro e balísticos, assim como mais de 400 drones de ataque.
Planos de Paz em Divergência
- O governo dos EUA apresentou um plano de 28 pontos que reconhece o controle russo sobre a Crimeia, Donetsk e Luhansk, além de exigir que a Ucrânia renuncie à seu desejo de entrar na Otan.
- A proposta europeia discorda desse reconhecimento e não impede a entrada da Ucrânia na aliança militar.
- O Kremlin avaliou que a primeira versão do plano americano poderia ser uma base para um acordo, embora ainda não tenha recebido o texto atualizado elaborado em Genebra.
- Zelensky informou que sua equipe retorna da Suíça e aguarda um relatório detalhado antes de decidir os próximos passos.
Condições para Reunião entre Líderes
Em um desdobramento relacionado, Donald Trump declarou que só participará de uma reunião com Zelensky e Vladimir Putin quando um acordo de paz estiver “definitivo ou em seus estágios finais.” Ele mencionou que sua equipe já fez “progressos extraordinários” e que apenas algumas questões permanecem em aberto.
A Casa Branca confirmou que embora tenham havido avanços nas conversas, ainda existem pontos delicados a serem resolvidos entre Ucrânia, Rússia e EUA. De acordo com a porta-voz Karoline Leavitt, esses desafios não são intransponíveis, mas exigem novas negociações.
