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Comissão Aprova Regime Tributário para Transporte Coletivo Alternativo

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24/11/2025 – 18:43

Aprovação de Incentivos Fiscais para o Transporte Alternativo

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6168/23, que estabelece um regime de incentivos fiscais voltados para cooperativas de vans e profissionais autônomos de transporte coletivo alternativo.

Regime Especial de Incentivos

O novo regime, denominado Regime Especial de Incentivos para o Transporte Público Coletivo Alternativo Urbano e Metropolitano de Passageiros (Reitaup), prevê a redução de tributos sobre os serviços oferecidos e na compra de insumos como combustíveis e peças. A proposta, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), terá uma duração de cinco anos, com a União responsável por definir anualmente o teto da desoneração tributária.

Exclusões do Programa

É importante destacar que o projeto exclui do regime os transportadores que possuam dívidas com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os fiscos federal, estaduais ou municipais, além daqueles que descumprirem as regras estabelecidas.

Isenções de Alíquotas

O texto da proposta prevê isenção total das alíquotas da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins sobre a receita do transporte alternativo. Também estão previstas isenções das contribuições sobre óleo diesel e outros combustíveis, assim como veículos, chassis, carrocerias e pneus.

Autonomia Municipal

O relator da proposta, deputado Thiago Flores (Republicanos-RO), retirou do texto original um artigo que tornava obrigatória a participação de municípios com mais de 50 mil habitantes. Segundo Flores, essa alteração preserva a autonomia municipal, “todo o programa é proposto sob o modelo de adesão, o que respeita a competência municipal para organizar e prestar o serviço”, declarou o parlamentar.

Próximos Passos

O projeto ainda tramita em caráter conclusivo e deve passar por análise nas comissões de Viação e Transportes, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, a proposta também precisa ser aprovada pelo Senado.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Ana Chalub

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