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Israel Realiza Maior Ataque Desde o Cessar-Fogo e Causa 33 Mortes em Gaza

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Conflito em Gaza: Ataques Aéreos Resultam em 33 Mortos

Um ataque aéreo realizado pelo Exército de Israel deixou ao menos 33 mortos em diferentes localidades da Faixa de Gaza. Esta ação, registrada na quinta-feira (20), marca o episódio mais violento desde a implementação do cessar-fogo em outubro deste ano.

Motivos do Ataque

As autoridades israelenses confirmaram que os ataques foram uma resposta a ferimentos sofridos por soldados em Khan Younis, no sul de Gaza. O grupo Hamas, que controla o território, negou qualquer ataque que tenha originado a ação militar.

Impacto Humanitário

De acordo com os dados divulgados por um hospital em Khan Younis, 17 corpos foram recebidos, incluindo cinco mulheres e cinco crianças. Na Cidade de Gaza, os bombardeios resultaram na morte de 16 palestinos, entre os quais estavam sete crianças e três mulheres. O Hamas informou que mais de 300 palestinos perderam a vida desde a assinatura do cessar-fogo, mediado por Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, em 10 de outubro.

Plano de Paz da ONU

No início da semana, na segunda-feira (17), o Conselho de Segurança da ONU aprovou um plano de paz proposto pela administração de Donald Trump, que visa a reconstrução da Faixa de Gaza. A resolução obteve 13 votos favoráveis e duas abstenções, sem vetos, e é considerada fundamental para manter o delicado cessar-fogo.

Força Internacional de Estabilização

O plano autoriza a entrada de uma força internacional de estabilização, com o papel de garantir segurança, supervisionar fronteiras, coordenar ajuda humanitária e conduzir o processo de desmilitarização da região. A autorização prevista é válida até o final de 2027, com países árabes e muçulmanos demonstrando interesse em enviar tropas, desde que respaldados pelo Conselho de Segurança.

Compromissos com a Autodeterminação

Após negociações intensas, o governo dos EUA aceitou reforçar o compromisso com a autodeterminação palestina, uma demanda de nações árabes. A versão final do plano sugere que, após reformas na Autoridade Palestina e avanços na reconstrução de Gaza, “as condições poderão finalmente estar reunidas para um caminho crível rumo à criação de um Estado palestino”. Essa inclusão gerou descontentamento no primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que se opõe a iniciativas nessa direção.

Conselho de Paz e Mandato Militar

O plano, que contém 20 pontos, estabelece a criação de um Conselho de Paz, uma autoridade de transição que pode ser presidida por um representante dos EUA. A resolução concede à força de estabilização um mandato abrangente, permitindo o uso de “todas as medidas necessárias” para o cumprimento de suas funções.

As tropas internacionais deverão atuar em coordenação com uma força policial palestina, treinada por elas, e colaborar com Egito e Israel. Conforme a segurança na região se estabiliza, as forças israelenses deverão se retirar, seguindo um cronograma baseado no progresso da desmilitarização.

Proposta Alternativa da Rússia

A aprovação do plano americano ocorreu após a apresentação de uma proposta alternativa pela Rússia, que defendia explicitamente a criação de um Estado palestino e rejeitava o Conselho de Transição proposto pelos EUA. Moscou decidiu não vetar a resolução americana, absteve-se da votação, o que foi considerado crucial para a aprovação do plano.

Administração de Gaza

Na última semana, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, anunciou a aprovação da lista de membros de um comitê palestino que ficará responsável pela administração da Faixa de Gaza durante o período de transição. Segundo o chanceler turco, os membros do comitê são figuras respeitadas na região e não estão envolvidos na política. Fidan também destacou que a criação de uma força policial levará tempo e que esse período de transição pode criar vulnerabilidades na entrega de ajuda humanitária.

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