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Trump Ordena Apuração sobre Relações de Epstein com Democratas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (14), que solicitará uma investigação ao Departamento de Justiça (DOJ) sobre as conexões do financista Jeffrey Epstein com membros proeminentes do Partido Democrata e instituições financeiras relevantes. A medida surge em resposta à divulgação de e-mails de Epstein que mencionam Trump, além das pressões de democratas pela liberação de arquivos do caso.

Investigação sobre Jeffrey Epstein

Na plataforma Truth Social, Trump acusou os democratas de tentar “reviver a farsa de Epstein” como uma manobra para desviar a atenção do impasse político em Washington. Ele declarou: “Pedirei à procuradora-geral Pam Bondi e ao Departamento de Justiça, juntamente com nossos grandes patriotas do FBI, que investiguem o envolvimento de Jeffrey Epstein com Bill Clinton, Larry Summers, Reid Hoffman, JP Morgan, Chase e muitas outras pessoas e instituições”.

Na mesma publicação, Trump caracterizou as novas investigações sobre Epstein como um “golpe”, semelhante às acusações sobre interferência russa, ressaltando que “todas as evidências apontam para os democratas”, e insinuou que integrantes do partido mantiveram relações próximas com Epstein.

Pressão no Congresso

A solicitação de Trump acontece em um momento de intensa pressão no Congresso para que o governo divulgue todos os documentos relacionados a Epstein. Tanto democratas quanto alguns republicanos assinaram uma petição que visa forçar uma votação na Câmara. Trump tentou barrar essa iniciativa, mas sem sucesso.

A Casa Branca organizou uma reunião na Sala de Situação com um deputado republicano que apoiou a petição, mas o número de assinaturas atingiu rapidamente 218, permitindo que o presidente da Câmara, Mike Johnson, agendasse uma votação para a próxima semana, demonstrando apoio substancial dentro da base republicana.

Frustrado, Trump utilizou as redes sociais para criticar parlamentares republicanos que favorecem a divulgação dos arquivos, rotulando-os de “fracos e tolos”, e reafirmando que o caso Epstein é “mais uma farsa”.

Respostas de instituições financeiras

Entre as instituições mencionadas, o JPMorgan Chase se manifestou por meio de sua porta-voz, Patricia Wexler, afirmando que o banco encerrou seu relacionamento com Epstein “anos antes de sua prisão por acusações de tráfico sexual”. Vale destacar que em 2023, o JPMorgan pagou US$ 290 milhões para resolver uma ação coletiva movida por sobreviventes que alegavam que o banco ignorou transações suspeitas que poderiam ter facilitado os crimes de Epstein. A instituição também firmou um acordo de US$ 75 milhões com as Ilhas Virgens Americanas, ambos sem admissão de culpa.

Wexler enfatizou que “o governo tinha informações comprometedoras sobre os crimes dele e não as compartilhou conosco”.

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