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Deputada Maria Victoria destaca importância de projeto de lei que usa IA para prevenir desastres climáticos na ALEP

Deputada Maria Victoria (PP), segunda-secretária da Casa.

Deputada Maria Victoria (PP), segunda-secretária da Casa.
Créditos: Orlando Kissner/Alep

Um novo projeto de lei, protocolado pelos deputados Maria Victoria (PP) e Requião Filho (PDT), visa implementar o uso de Inteligência Artificial (IA) na prevenção e resposta a desastres climáticos no Paraná. A proposta busca fortalecer a capacidade do Estado em detectar riscos e fornecer respostas ágeis e coordenadas aos eventos climáticos extremos.

Objetivo do Projeto

Durante a sessão desta terça-feira (11), a deputada Maria Victoria enfatizou a relevância do projeto, especialmente após os danos recentes em Rio Bonito do Iguaçu e outras localidades da região Centro-Sul. A iniciativa pretende que o governo estadual utilize IA para antecipar riscos associados a enchentes, deslizamentos, tempestades severas e estiagens.

“Com a Inteligência Artificial e o bom uso da tecnologia, teremos a possibilidade de prever riscos com mais precisão, emitir alertas antecipados e organizar respostas mais rápidas e coordenadas”, afirma a deputada. A proposta se fundamenta em criar um sistema de alertas que promova a prevenção e a proteção da população.

Integração com Ações Humanas

A deputada esclarece que a implementação de IA não substituirá as ações humanas, mas sim complementará a atuação do Governo, da Defesa Civil e das prefeituras. “Será mais uma ferramenta para que as entidades tenham acesso a informações de qualidade, em tempo real, para evacuar áreas de risco e organizar socorros com eficiência.”

Requião Filho, também autor do projeto, ressalta que a tecnologia pode tornar o monitoramento climático mais preciso e ágil. “O Paraná precisa ser um Estado atento, que integra conhecimento científico e políticas públicas. A IA deve ser utilizada como uma ferramenta para decisões rápidas baseadas em dados”, comentou o deputado.

Estratégias de Gestão de Risco

O projeto, que se encontra atualmente em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevê monitorar fatores que impactam a infraestrutura urbana, recursos hídricos, energia, agropecuária e abastecimento alimentar.

A iniciativa aponta ainda para a realização de estudos de vulnerabilidade climática, a criação de um sistema permanente de alerta e a definição de ações para enfrentar desastres, promovendo a integração entre Defesa Civil, prefeituras e órgãos técnicos.

A proposta também estabelece a criação de parcerias com universidades, empresas de tecnologia e instituições de pesquisa para abastecer o sistema com dados em tempo real e, assim, evitar danos materiais e monitorar impactos ambientais e de saúde decorrentes da poluição.

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