A Síria se torna o 90º país na coalizão contra o Estado Islâmico (ISIS), após o encontro histórico entre o presidente interino sírio, Ahmed al-Sharaa, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A embaixada americana em Damasco confirmou a nova adesão na última terça-feira, 11 de novembro.
Sobre a Coalizão Militar
A Força-Tarefa Conjunta Combinada – Operação Resolução Inerente (CJTF-OIR) foi estabelecida em 2014 com o objetivo de enfrentar o grupo terrorista ISIS na Síria e no Iraque. Naquela época, o grupo extremista controlava vastas áreas em ambos os países. Contudo, entre 2017 e 2019, o grupo foi significativamente enfraquecido, perdendo seus últimos redutos territoriais.
Impacto das Operações Contra o ISIS
Ainda que o grupo tenha reduzido suas operações na Síria e no Iraque, atividades continuam a ser registradas, especialmente com a migração de suas células ativas para a África. O ISIS segue realizando ataques, mostrando que, apesar do enfraquecimento, a ameaça não foi completamente erradicada.
Desdobramentos Após o Encontro em Washington
O anúncio da adesão da Síria à coalizão ocorreu um dia após a reunião entre Trump e al-Sharaa na Casa Branca, em 10 de novembro. Durante esse encontro, o presidente interino sírio foi retirado da lista americana de promotores do terrorismo. Além disso, Washington sinalizou uma nova abordagem, prorrogando a suspensão de sanções contra a Síria por mais 180 dias.
Perspectivas Futuras
Enquanto a comunidade internacional observa com atenção os desdobramentos, a inclusão da Síria na coalizão militar pode ter implicações significativas para a segurança regional e para a luta contínua contra o extremismo.
